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	<title>Réquiem | Jornal O Portomosense</title>
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	<description>Atualidade, Economia, Cultura, Desporto, Saúde, Sociedade, Educação, Artigos de Opinião. O jornal de Porto de Mós. Desde 1983.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 20 Oct 2026 15:22:39 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Réquiem | Jornal O Portomosense</title>
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		<title>Réquiem &#124; Retrato da gestão dos vários cemitérios do concelho</title>
		<link>https://oportomosense.com/requiem-retrato-da-gestao-dos-varios-cemiterios-do-concelho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Vitorino Veríssimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2026 07:31:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Suplementos]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[Réquiem]]></category>
		<category><![CDATA[Réquiem 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Alqueidão da Serra Em Alqueidão da Serra, a presidente da Junta de Freguesia, Patrícia Santos, esclarece que a gestão dos cemitérios (cemitérios velho e novo de Alqueidão da Serra, e cemitério dos Bouceiros) é assegurada pela autarquia.  Especificando que existem «diferenças na organização dos serviços», nos cemitérios  da localidade sede da freguesia, «os trabalhos de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><b>Alqueidão da Serra</b><b></b></h2>
<p>Em Alqueidão da Serra, a presidente da Junta de Freguesia, Patrícia Santos, esclarece que a gestão dos cemitérios (cemitérios velho e novo de Alqueidão da Serra, e cemitério dos Bouceiros) é assegurada pela autarquia.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Especificando que existem «diferenças na organização dos serviços», nos cemitérios<span class="Apple-converted-space">  </span>da localidade sede da freguesia, «os trabalhos de inumação são assegurados por um funcionário da Junta, e nos Bouceiros, a contratação desse serviço é da responsabilidade da Comissão da Capela, embora a Junta se mantenha disponível para colaborar sempre que necessário ou quando tal lhe seja solicitado». A presidente esclarece ainda que os trabalhos de «remoção e colocação de campas são da responsabilidade das famílias que as adquiriram, não cabendo essa intervenção à Junta de Freguesia».</p>
<p>Quanto à capacidade dos espaços, Patrícia Santos explica que no Alqueidão da Serra, «a última ampliação ficou concluída no ano passado», havendo ainda «bastante espaço disponível no patamar inferior do cemitério novo». Neste cemitério está ainda prevista uma requalificação que inclui a adaptação da antiga «casinha da carreta» a instalações sanitárias e «a criação de columbários destinados à guarda de urnas cinerárias».</p>
<p>No cemitério dos Bouceiros, a ampliação iniciada no final deste verão é a «principal intervenção em curso» e prevê «a construção de muros e a criação de lugares de estacionamento, numa melhoria das condições do espaço». Neste cemitério podem ser utilizadas as instalações sanitárias «do próprio cemitério ou as do salão da igreja», situado nas proximidades. Em todos os cemitérios tem-se «contado com as agências funerárias para assegurar zonas de sombra e proteção da chuva».</p>
<h2><b>Alvados e Alcaria</b><b></b></h2>
<p>Com um cemitério em Alvados e outro em Alcaria, a presidente da União de Freguesias, Sandra Martins, sublinha a «intervenção bastante grande», num investimento de «cerca de 20 mil euros em cada cemitério».</p>
<p>No de Alvados, em 2018, houve «o levantamento de todas as calçadas, que estavam muito irregulares», colocando «calçada toda de novo» e calçada «nalguns sítios onde não havia» e pintando «o cemitério todo, por dentro e por fora», ficando «todo remodelado». Feito «um levantamento», de forma «legal», de «cerca de 60 campas», que «estavam sem registo» &#8211; nem «sequer nos livros» -, cumprido «o prazo em que alguém podia reclamar aquele espaço», e não tendo havido famílias que o fizessem, Sandra Martins detalha que «são agora da União de Freguesias, que já as «está a usar» para «quem pede», o que justifica a «aparente» menor capacidade deste cemitério.</p>
<p>No de Alcaria, Sandra Martins diz haver «bastante capacidade» e «três áreas», tendo «só agora» iniciado o funcionamento numa delas e estando «duas ainda completamente libertas». Na intervenção feita neste cemitério, em 2019, foram também recuperadas calçadas e pintado «o cemitério todo», foram cortados os arbustos que ladeavam «o passeio central» e foram cortadas «as árvores que havia no interior», como forma de antecipação devido a uma «má experiência» ocorrida na tempestade de 2013 que tinha provocado a queda de árvores no cemitério de Alvados.</p>
<p>Com uma pequena capelinha em ambos os cemitérios, possível de usar em dias de sol intenso ou de chuva, o cemitério de Alvados tem «à entrada, uma pequena proteção» e além disso, a agência funerária também costuma ter «isso acautelado». Havendo casa-velório e casas de banho no cemitério de Alvados, no de Alcaria, «em caso de necessidade», as pessoas poderão dirigir-se ao «armazém da Junta de Freguesia», admitindo Sandra Martins que a União de Freguesias já tem «pensado nisso», mas ainda não tem «o sítio adequado» para a construção.</p>
<p>Quanto ao coveiro, foi durante «muito tempo, um funcionário da Junta, mas, neste momento, e já há algum tempo» esse serviço está «atribuído a uma empresa que faz a manutenção do cemitério e a abertura de covais».</p>
<h2><b>Arrimal e Mendiga</b><b></b></h2>
<p>Para o presidente da União de Freguesias de Arrimal e Mendiga, Carlos Cordeiro, a capacidade no cemitério do Arrimal e no da Mendiga, está «bem», até porque «há muitas pessoas que ficam em covas já compradas». Assumindo que «o anterior executivo fez o alargamento» no da Mendiga, inaugurado em 2013, com um investimento de cerca de «200 mil euros», e no de Arrimal em 2017, num investimento de «100 mil euros», o autarca afirma que este executivo tem vindo a fazer «pinturas e limpezas» de manutenção sempre que necessárias, admitindo que o cemitério do Arrimal «precisa de ser pintado», o que está previsto para breve, considerando que o da Mendiga, para já, «está mais ou menos».</p>
<p>Com casas de banho em ambos os cemitérios, no da Mendiga há «uma pequena cobertura em caso de chuva» e no do Arrimal, não havendo «proteções fixas», estas são «asseguradas pela agência funerária, tal como na Mendiga, quando a cobertura existente não é suficiente».</p>
<p>Não sendo funcionários da Junta, os coveiros «são contratados pela agência funerária».</p>
<h2><b>Calvaria de Cima</b><b></b></h2>
<p>Na ampliação feita no cemitério da Calvaria de Cima, que será inaugurada «no mês que vem» e cuja data ainda não está marcada, o presidente da Junta, Luís Silva, afirma que «o antigo executivo já tinha comprado um terreno», e que depois a Junta comprou «mais um», no valor de «12 mil euros», num investimento «de 40 mil euros». O autarca especifica que «aumentaram cerca de dois mil metros» e que também vão inaugurar «as caixas de columbários, para colocar cinzas e ossadas», a qual «foi oferecida por um freguês da Calvaria».</p>
<div id="attachment_49384" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-49384" class="size-full wp-image-49384" src="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2026/10/SUPLEMENTO_Artigo-Cemiterios-7_Carla-Vitorino-Verissimo.jpg" alt="SUPLEMENTO Artigo Cemiterios 7 Carla Vitorino Verissimo | Jornal O Portomosense" width="1280" height="800" srcset="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2026/10/SUPLEMENTO_Artigo-Cemiterios-7_Carla-Vitorino-Verissimo.jpg 1280w, https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2026/10/SUPLEMENTO_Artigo-Cemiterios-7_Carla-Vitorino-Verissimo-980x613.jpg 980w, https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2026/10/SUPLEMENTO_Artigo-Cemiterios-7_Carla-Vitorino-Verissimo-480x300.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1280px, 100vw" /><p id="caption-attachment-49384" class="wp-caption-text">Foto: Carla Vitorino Veríssimo</p></div>
<p>Com casas de banho junto à capela, e dizendo que na parte antiga há ainda cerca de «15 ou 16 covais», e na parte nova fizeram «36 covais» triplos, o presidente admite não haver zonas de sombra ou de proteção de chuva, estando «a pensar fazer um alpendre ou telheiro».</p>
<p>Assumindo que a manutenção, limpeza e gestão dos três cemitérios (um na Calvaria e dois em São Jorge, «o velho, que está cheio, mas onde ainda são sepultadas pessoas que tenham lá familiares», e o novo), são feitas pela Junta, o serviço do coveiro é assegurado pelas agências funerárias.</p>
<h2><b>Juncal</b><b></b></h2>
<p>No Juncal, o presidente da Junta de Freguesia, Vítor Raimundo, afirma que o único cemitério existente «para os 10 lugares» e ampliado há «cerca de 30 anos» está a «ficar quase cheio», não considerando ser «ainda preocupante», mas dizendo que num próximo mandato haverá que «começar a pensar nisso».</p>
<p>Assumindo não ter «ainda uma solução» e não saber se no seu mandato a «irá conseguir», o autarca sublinha que o cemitério foi pintado recentemente e que a «nível de limpeza, melhoramentos e pintura, está impecável», detalhando que «tem casas de banho, sombras, alpendre e iluminação interior com painéis solares», melhorias estas feitas em setembro último, num investimento de cerca de «6 mil euros». Vítor Raimundo adianta também que, «para o mês que vem» ou seguramente até ao fim «deste ano», será colocada «relva sintética», no lugar de «pequenos relvados que já estavam muito danificados».</p>
<p>Em relação aos coveiros, o presidente referiu uma situação «herdada do anterior executivo», mas que pretendem agora efetivar a contratação do serviço a uma empresa «que já trabalha com algumas juntas do nosso concelho», para ter «uma equipa com contrato próprio», assunto que será levado a reunião de assembleia de freguesia brevemente.</p>
<h2><b>Mira de Aire</b><b></b></h2>
<p>Em Mira de Aire, o presidente da Junta de Freguesia, Alcides Oliveira, afirma que o único cemitério existente está com a capacidade «quase nula», estando prevista uma ampliação, cuja obra prevê «começar no princípio do próximo ano», e que espera «concluída no primeiro semestre de 2027». Adiantando que o concurso «ainda não foi lançado» e estão «em fase de projeto», o investimento previsto tem uma «perspetiva na ordem dos 300 mil euros».</p>
<p>Com a manutenção «feita diariamente em termos de limpeza e pequenas obras», Alcides Oliveira afirma que a capela existente no cemitério foi intervencionada, no ano passado, no telhado e pintada «no exterior e interior», num investimento «na ordem de dois mil euros», admitindo que nas casas de banho terão que «fazer obras para o ano que vem».</p>
<p>O autarca explica ainda que tiveram que «cortar as árvores», que «estavam muito grandes», com receio de tempestades, porque «se caíssem provocavam um estrago enorme», adiantando que «brevemente» serão substituídas por «árvores mais pequenas».</p>
<p>Durante as cerimónias fúnebres, como forma de proteção do sol ou da chuva, poderá, de momento, ser utilizada a capela, ou o toldo trazido pela agência funerária.</p>
<p>Quanto ao coveiro é um funcionário da Junta de Freguesia, que «em situações pontuais», como «já aconteceu», poderá ver o seu serviço assegurado por «outro trabalhador da Junta, e no limite, se por ventura acontecer alguma coisa, que não permita qualquer um dos funcionários fazer o serviço», terá que ser contratado.</p>
<h2><b>Pedreiras</b><b></b></h2>
<p>O presidente da Junta de Freguesia de Pedreiras, Pedro Pragosa, afirma que a gestão e administração do cemitério de Pedreiras, único na freguesia, é feita pela própria Junta, considerando que, neste momento, o espaço tem capacidade «para algum tempo» e acrescentando que «num ano» podem morrer «50 pessoas, noutro 16», o que torna, para já, a questão «relativa».</p>
<div id="attachment_49383" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-49383" class="size-full wp-image-49383" src="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2026/10/SUPLEMENTO_Artigo-Cemiterios-4_Carla-Vitorino-Verissimo.jpg" alt="SUPLEMENTO Artigo Cemiterios 4 Carla Vitorino Verissimo | Jornal O Portomosense" width="1280" height="800" srcset="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2026/10/SUPLEMENTO_Artigo-Cemiterios-4_Carla-Vitorino-Verissimo.jpg 1280w, https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2026/10/SUPLEMENTO_Artigo-Cemiterios-4_Carla-Vitorino-Verissimo-980x613.jpg 980w, https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2026/10/SUPLEMENTO_Artigo-Cemiterios-4_Carla-Vitorino-Verissimo-480x300.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1280px, 100vw" /><p id="caption-attachment-49383" class="wp-caption-text">Foto: Carla Vitorino Veríssimo</p></div>
<p>Pedro Pragosa afirma ainda que o cemitério «tem casas de banho, casa do coveiro, iluminação e espaço» e que o coveiro é «da responsabilidade» da Junta de Freguesia,<span class="Apple-converted-space">  </span>não havendo «nenhuma empresa» ali «a trabalhar».</p>
<h2><b>Porto de Mós</b><b></b></h2>
<p>Em Porto de Mós os cemitérios da vila (o novo e o velho), são geridos pelo município, o da Fonte do Oleiro pela Junta de Freguesia de Porto de Mós e o do Tojal pela Confraria da Capela do Tojal, por sua vez gerida pelo Conselho Económico da Comissão da Capela do Tojal.</p>
<p>No caso da vila, o município tem previstas, até ao final do ano, «intervenções de manutenção e conservação, em ambos os cemitérios, resultantes de danos relacionados com a tempestade Kristin». Além disso, os trabalhos de ampliação do cemitério novo arrancam «este mês ou início do próximo», obra com «um prazo de execução de 210 dias e valor de adjudicação de cerca de 363 mil euros», que vai permitir a construção de «318 covais novos, todos triplos», a «requalificação e criação de novos estacionamentos e a reabilitação da envolvente ao cemitério e um novo espaço destinado ao ossário e às cinzas», notando o município «uma procura na compra».</p>
<p>Com a capacidade, no cemitério novo, «a chegar ao limite», o município tem feito «editais para campas que estão abandonadas há 30, 40 anos e não são reclamadas», podendo então ser usadas. Com casas de banho em todos os cemitérios, as zonas de sombra têm ficado ao encargo das agências funerárias, e o coveiro é um funcionário da Câmara Municipal, que assegura os serviços de «limpeza e manutenção».</p>
<p>No caso da Fonte do Oleiro, o presidente da Junta de Freguesia de Porto de Mós, Manuel Barroso, afirma que o cemitério «tem capacidade para, pelo menos, cerca de quatro anos». Com uma ampliação recente, «inaugurada no ano passado», que envolveu, nas casas de banho, «condições de acessibilidade para todas as pessoas; a criação de um espaço «para o corpo» ficar, em caso de necessidade ou de o funeral não «ser feito naquele dia»; a criação de uma casa do coveiro; de uma «zona coberta», em caso de chuva ou sol; a construção de um «banco, para quem necessitar», colocação de «água em vários pontos do cemitério, identificação de todas as zonas do cemitério, dos covais», cada talhão «definido com o número das pessoas que lá estão». O presidente especifica que a Junta tem um «sistema com toda a identificação, quem foi, em que altura, para que se houver outro corpo que tenha que ir para lá», se saber se «pode ou não».</p>
<p>Com um orçamento criado «para dois anos, 2023-2024», o investimento de cerca de 68 mil euros, e apoio da Câmara Municipal de Porto de Mós, englobou ainda a criação de «gavetas para as ossadas e um muro onde poderão ser colocadas as cinzas das cremações».</p>
<p>Afirmando que foram baixados os muros, tudo pintado de branco, colocadas «luzes de iluminação exterior, interior; luzes que ligam de noite, quando há movimento; criado um regulamento interno, que não existia, com todas as regras, de segurança, as regras que as funerárias têm que ter» etc., Manuel Barroso assume que sendo o sítio que é,<span class="Apple-converted-space">  </span>pelos muros baixos e a cor branca, entrar ali não dá «aquele arrepio quando entramos nalguns cemitérios».</p>
<p>Com toda a «gestão, limpeza, manutenção, avarias, orientação de campas» feita pelos funcionários da Junta, Manuel Barroso tem «muito respeito pelo espaço» que diz acompanhar «constantemente», e faz um apelo às pessoas para que tenham «cuidado» em mantê-lo «limpo», advertindo que às vezes há «flores secas no chão ou velas», muitas vezes apanhadas pelos funcionários da Junta, considerando que «não deveria ser» assim.</p>
<p>No Tojal, e segundo o Conselho Económico da Comissão da Capela do Tojal, a gestão feita pela Confraria começou há muitos anos, quando «as famílias não tinham dinheiro para pagar o funeral e começaram a pagar uma quota anual à Confraria». Continuando a «ser assim», atualmente cada família contrata a agência funerária, que por sua vez «contrata o coveiro, assegura proteção em caso de sol ou chuva, e no final, a Comissão entrega às pessoas, a comparticipação da abertura do coval».</p>
<div id="attachment_49382" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-49382" class="size-full wp-image-49382" src="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2026/10/SUPLEMENTO_Artigo-Cemiterios-5_Carla-Vitorino-Verissimo.jpg" alt="SUPLEMENTO Artigo Cemiterios 5 Carla Vitorino Verissimo | Jornal O Portomosense" width="1280" height="800" srcset="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2026/10/SUPLEMENTO_Artigo-Cemiterios-5_Carla-Vitorino-Verissimo.jpg 1280w, https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2026/10/SUPLEMENTO_Artigo-Cemiterios-5_Carla-Vitorino-Verissimo-980x613.jpg 980w, https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2026/10/SUPLEMENTO_Artigo-Cemiterios-5_Carla-Vitorino-Verissimo-480x300.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1280px, 100vw" /><p id="caption-attachment-49382" class="wp-caption-text">Foto: Carla Vitorino Veríssimo</p></div>
<p>Não sendo o cemitério «privado, qualquer pessoa lá pode ser enterrada, mas no caso de ser Confrade tem benesses como: desconto na aquisição do terreno, compra do coval, subsídio de 120 euros para a abertura do coval, não pagar o local onde se realiza o velório, ou ter direito às missas anuais».</p>
<p>Com uma pequena capelinha e um alpendre, o cemitério não tem instalações sanitárias, nem estão previstas. Considerando o «assunto muito sensível», o Conselho Económico adianta que o Padre José Alves, falecido na passada semana, «foi dos impulsionadores para passar a gestão do cemitério para a Junta», o que poderia permitir, por exemplo, a construção futura de instalações sanitárias.</p>
<h2><b>São Bento</b><b></b></h2>
<p>Com um cemitério em São Bento e outro na Pia Carneira, o presidente da Junta de Freguesia, Luís Ferraria, refere que o de São Bento tem capacidade de «94% ou à volta disso» e o da Pia Carneira «deve estar a 80%», servindo as aldeias de Fontainha, Pia Carneira e Paiã, afirmando que «a maior parte» das pessoas quer ir «para São Bento».</p>
<p>Com uma ampliação prevista para os próximos «dois anos», o presidente diz que já «abriu a estrada», pois é «para mudar de sítio» e que «essa já está pronta».</p>
<p>Sem casas de banho nos dois cemitérios, a Junta abre «as casas de banho públicas» em São Bento, e na Pia Carneira poderão ser usadas as «do salão». Em São Bento há ainda uma zona de sombra ou de proteção de chuva e a empresa que faz o serviço de abertura de covais e manutenção dos dois cemitérios é a responsável pela contratação do coveiro.</p>
<h2><b>Serro Ventoso</b><b></b></h2>
<p>Em Serro Ventoso, o presidente da Junta de Freguesia, Luís Fortunato, afirma que o cemitério existente foi ampliado «há cinco ou seis anos» durante o executivo anterior, assumindo que de futuro estão a pensar «ampliar», porque não há «zonas para jazigos, nem ossadas, nem columbários» e quer fazer também uma zona de proteção para «que as pessoas estejam mais confortáveis», obra que diz ter que ser feita «só pela Junta», lamentando alguma falta de ajuda por parte «das Câmaras» para «os cemitérios» e vincando que a quer «ter pronta até ao final do mandato».</p>
<p>Avançando que há «72 covais novos, que ainda não foram estreados» e cerca «de 30 e tal que podem ser reutilizáveis», de pessoas «que não têm famílias ou que abandonaram», Luís Fortunato diz ter feito uma «consulta pública já há mais de dois anos», que permite à Junta poder «retirar e limpar» os covais. Sublinha, no entanto, que por «descargo» de consciência», e para as «pessoas não dizerem que não sabem, ou que não souberam», irá ser posto novo «edital, com o nome dos familiares que lá estão, para alguém que se oponha, que queira comprar o terreno, ou que queira cuidar do espaço». Não havendo manifestações de interesse, a Junta de Freguesia irá limpar os espaços, que ficam disponíveis para uso.</p>
<p>Com as obras nas casas de banho do cemitério concluídas recentemente, «requalificação, num espaço que já havia», e que estima poder vir a ser de «cerca de 6 mil euros», em que foram colocados «mais pontos de água para as senhoras não se deslocarem tão longe para buscar água para regar as flores» e «caixotes de lixo» do lado de dentro do cemitério, Luís Fortunato apela «para que as pessoas não deitem o lixo para fora dos muros», frisando que a Junta «quer o cemitério limpo por dentro e por fora».</p>
<p>Quanto à contratação do coveiro, admitiu ser «um problema complicado», assumindo que foi algo que herdou e «não quis estar a mexer», mas considerando que deveria ser a agência funerária a prestar esse serviço, e não a Junta, pois assim as pessoas não «reclamavam se estava mais bem feito, se estava menos».</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Réquiem &#124; “Funerais são das celebrações mais sociais que temos”</title>
		<link>https://oportomosense.com/requiem-funerais-sao-das-celebracoes-mais-sociais-que-temos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Vitorino Veríssimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2026 07:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Suplementos]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[Réquiem]]></category>
		<category><![CDATA[Réquiem 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Na visão do padre Rui Acácio Ribeiro, «religião e fé são coisas diferentes. A religião supõe uma fé e tem a ver com os ritos, os rituais praticados, que são aquilo que se celebra, e a fé tem a ver com aquilo que se vive, que se entende sobre determinadas questões». O problema, diz, é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na visão do padre Rui Acácio Ribeiro, «religião e fé são coisas diferentes. A religião supõe uma fé e tem a ver com os ritos, os rituais praticados, que são aquilo que se celebra, e a fé tem a ver com aquilo que se vive, que se entende sobre determinadas questões». O problema, diz, é que «a certa altura» começaram a praticar-se ritos, em relação aos quais «nem sempre se percebe o significado», o que no caso dos funerais, acrescenta, «é muito evidente».</p>
<p>Quando alguém pede a realização de um funeral religioso, pode dar-se o caso de «dizer que não acredita em Deus, mas se pede a cerimónia o que é que essa pessoa quer dizer com isso?», pergunta, dizendo que o rito está transformado «num momento social e não tão expressivo da fé».</p>
<p>Dizendo que num funeral, quando «estamos a dizer que acreditamos que aquela pessoa morreu fisicamente, mas não acabou», em que o ritual também diz que, «para os que creem em Deus, a vida nunca acaba, apenas se transforma», o padre<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>considera que «se se acha que a morte é o fim e depois não há mais nada, então não vale a pena estar a rezar pela pessoa, nem estar a fazer mais nada», realçando que estar num funeral ou pedir a sua realização «por uma questão social, de presença, é quase como assinar um livro de condolências».</p>
<h2><b>As várias propostas </b><b>da Igreja para a celebração </b><b>de um funeral</b></h2>
<p>Sublinhando que o mais «importante» é «deixar a mensagem às famílias que existem várias propostas» da Igreja de como se pode celebrar um funeral, o sacerdote afirma que «não tem de ser obrigatoriamente na Igreja, nem tem de ter obrigatoriamente um cortejo a pé para o cemitério» &#8211; e sobre isto frisa que «vale o mesmo, se formos a pé ou de carro» -, e nem tem de «ter uma missa completa». A cerimónia pode ser dentro ou fora da igreja e pode ser uma celebração da palavra, uma celebração das exéquias, sem missa». No entender de Rui Acácio, estas formas de celebrar um funeral «são perfeitamente aceitáveis e há na mesma um gesto social, um gesto de despedida, cristão, mas não com missa».</p>
<p>O pároco considera que «as famílias não têm que pensar que têm que ir à missa. Se não querem missa, podem falar com o padre». Lamentando que «nem toda a gente saiba isto», adianta que decide, muitas vezes no momento, o que fazer, tendo em conta «o ambiente das pessoas», e acima de tudo, indo «ao encontro de quem tem».</p>
<p>Frisando que quando se diz que «é só a celebração das exéquias, isso não significa que seja algo menor, pois não quer dizer que seja “só”, mas antes, que vale o mesmo, tendo em conta a assembleia e o que é mais ajustado», o pároco reforça que o mais importante é «saber o que se está a fazer e a pedir e que seja a família a decidir». Na sua opinião «falta um diálogo, anterior à celebração, entre a família e o padre», algo que foi «muito relegado para as agências funerárias», que «tratam de tudo» e nem sempre têm «em conta», nem têm que ter, disse, «a envolvência de fé que têm aquelas pessoas».</p>
<p>Estando nas paróquias de Porto de Mós e de Alqueidão da Serra desde 2024, o pároco afirma que, apesar de tudo, o funeral é das «celebrações em que vem mais gente, gente que habitualmente não está ou está fora» e vê assim «uma oportunidade que devemos [os católicos] aproveitar, para mostrar quem somos, o que fazemos, aquilo em que acreditamos», apelando à «benevolência» de não dizer coisas como «ele não vinha à missa, não queria saber disto para nada», considerando que «é uma oportunidade de “agarrar” aqueles que normalmente não estão».</p>
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<h2><b>Funeral é momento sensível e de fragilidade</b></h2>
<p>Quando foi ordenado padre, há 35 anos, Rui Acácio Ribeiro, recorda-se de dizer ao Bispo diocesano que previa que os funerais seriam um momento que lhe custaria celebrar, primeiro por saber que iria estar «diante de uma pessoa morta», principalmente quando se fazia «com a urna aberta» dentro da igreja. Agora o sentimento mantém-se porque «as pessoas estão muito sensíveis, muito frágeis», e não podendo «impor nada», sente que se tem que «sujeitar ao que querem» e que está a fazer «uma coisa muito exterior, nalguns casos sem envolvência interior».</p>
<p>Confessando que a realização de um funeral ainda é o momento que mais lhe custa, o padre Rui Acácio confessa que separar sentimentos nem sempre é fácil, e reconhece que há alturas em que acaba “por chorar”, principalmente se tiver uma ligação com a pessoa, que fazia «parte da Igreja» ou da sua «convivência diária».</p>
<p>Lembrando o funeral de um senhor, «no tempo da pandemia», o sacerdote conta o quanto o marcou, além de si, estarem apenas presentes o filho, a namorada, o coveiro, o sacristão e o senhor da Agência Funerária, dizendo sentir que aquilo era «um autêntico filme de terror, com seis pessoas à volta de uma urna, a colocá-la na cova, e a chover».</p>
<p>Entre sentir que tem que «ir ao encontro da fragilidade em que estão os familiares» da pessoa falecida, e ser «delicado e fazer tudo como deve ser», às vezes, parece-lhe que está a fazer «quase como se fosse o Papa morto à sua frente», lembrando que «não é».</p></blockquote>
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