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	<title>Rua das Flores | Jornal O Portomosense</title>
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	<description>Atualidade, Economia, Cultura, Desporto, Saúde, Sociedade, Educação, Artigos de Opinião. O jornal de Porto de Mós. Desde 1983.</description>
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	<title>Rua das Flores | Jornal O Portomosense</title>
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		<title>Grupo de moradores de Mira de Aire contesta declarações de vereadora da Ação Social</title>
		<link>https://oportomosense.com/grupo-de-moradores-de-mira-de-aire-contesta-declaracoes-de-vereadora-da-acao-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[O Portomosense]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2023 08:23:30 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Beco das Flores]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de, há duas edições, O Portomosense ter procurado saber como se encontrava a situação dos desacatos no Beco e na Rua das Flores, em Mira de Aire, e de ter obtido como resposta que tudo estava «a decorrer com normalidade», tendo a vereadora da Ação Social, Telma Cruz, dito que não têm sido apresentadas novas queixas e que a comunidade cigana que ali mora estava «a fazer tentativas para se integrar»; um grupo de moradores de Mira de Aire, cujos elementos não querem ser identificados, contactou o nosso jornal para contestar as declarações de Telma Cruz: «Tudo o que é dito é irreal, é mentira, é política», dizem. O grupo mostra-se indignado com a postura adotada pela vereadora, também residente em Mira de Aire, mas numa outra zona da vila: «Temos que nos revoltar quando vemos um artigo destes em que o que se lá diz é pura política, é querer “tapar o sol com a peneira”. A doutora Telma fez o papel dela, é política e aquilo não é ao pé da casa dela», continuam.</p>
<p>Relativamente à não apresentação de queixas, os moradores dizem que «já ninguém se queixa, porque não vale a pena». «Centenas de vezes que os vizinhos chamaram lá a GNR, mas nada disso eles têm como queixa. Só é considerada queixa, se seguir para tribunal. Quem é que está, no seu perfeito juízo, disposto a gastar dinheiro, tempo e sujeitar-se a represálias para meter uma queixa em tribunal e vir de lá enxovalhado e a rirem-se da pessoa, como aconteceu com a dona Dina [a mulher agredida naquela zona da vila em setembro último]? Foi a única que meteu uma queixa em tribunal e agora só pode ir a casa dos pais [na rua em causa] acompanhada da GNR», contam.</p>
<p>Quanto aos resultados da reunião com o mediador social, promovida pela Câmara Municipal, dizem achar que «não valeu de nada, porque o problema mantém-se e com tendência a agravar». «Dizem que quem mora ali perto ou passa por ali não deve provocar, mas aqui não é uma questão de provocar, ninguém provoca. Andamos na nossa vida, circulamos, só que só pelo simples facto de passarmos, somos provocados; se viermos com o telemóvel na mão para atender uma chamada, já dizem que estamos a tirar fotografias, põem-se em altos berros. Não provocamos, só tentamos fazer a nossa vida normalmente. Estamos a ver a nossa vida super condicionada, a vida de toda a vila, porque as pessoas que passavam ali, principalmente as de mais idade, para ir à igreja ou aos supermercados, já ninguém passa, toda a gente vai pela estrada principal», contam. «Não estamos contra eles, mas contra a maneira como vivem, como nos intimidam e como alteraram a vida das pessoas que aqui moravam», sublinham.</p>
<p><strong>Qual a solução?</strong></p>
<p>Na opinião das várias dezenas de moradores que compõem o grupo, a resolução para este problema de má convivência entre a comunidade cigana e os restantes moradores está numa «solução concertada entre várias entidades», porém o que acontece, consideram, é que «cada um sacode o seu lado. Cada um fica à espera que o outro resolva e depois ninguém faz nada». «A única entidade que faz alguma coisa, dentro do pouquíssimo que pode fazer, é a Junta. O presidente já lá foi, mas também foi ameaçado. É a única entidade em quem notamos preocupação e vontade de resolver o problema. Os outros estão todos longe e estão-se borrifando», consideram.</p>
<p>Os proprietários, que podiam ser a solução, estão em processo de «litígio por causa de uma herança e não estando essa questão 100% esclarecida» não podem tomar qualquer atitude. «Soubemos ultimamente que uma das herdeiras quer vender uma casa, mas quem é que vai comprar aquilo? Vai comprar um problema», dizem. Por outro lado, se os proprietários «não estão a tomar atitudes, não moram aqui e, se calhar, nem têm noção da dimensão dos problemas» e tendo em conta o estado das casas, que já «não têm condições para as pessoas lá estarem», «talvez alguém com autoridade pudesse tirá-los dali, mas para isso, têm de os pôr noutro lugar» e isso, acreditam, «pode ser também um problema». «Eles dizem que têm contratos de arrendamento, mas se os tivessem tinham que estar a pagar renda a alguém, tinham que ter comprovativos. Além disso, não pagam água nem luz e isso é outra situação que não compreendemos, porque se fossem outras pessoas, já teriam esses serviços “cortados”», dizem os moradores, revoltados com toda a situação.</p>
<p><strong>“É esta a triste realidade”</strong></p>
<p>Da Câmara, o que dizem é que «se os proprietários [daquelas habitações] não fizerem nada, ninguém pode fazer, ninguém pode ir buscá-los dentro de casa e exigir-lhes isto ou aquilo», mas na verdade, o que incomoda os outros moradores é «o que se passa na rua». «Fazem fogueiras na rua, no meio da estrada e estão todos ali à volta, como se estivessem na lareira da sala. Há colchões no meio da estrada, cobertores, pessoas deitadas, é xixi, é cocó, é lixo, é porcaria, nem se pode ali passar com o fedor. No verão, quando lá passamos, os sapatos colam ao chão. Houve uma altura em que os fios da eletricidade estavam cheios de sapatos e sapatilhas pendurados a informar que se vendia droga. Saltam muros, partem vidros, portas, destroem tudo. Se a pessoa quiser ter umas galinhas, não pode porque eles roubam. Os velhotes tinham curgetes ou couves, roubavam tudo e destruíam. [Além de que] Os velhotes que ali moravam estavam habituados a estar ali na rua, uns com os outros, isso acabou. As pessoas conviviam, sentavam-se debaixo da árvore, deixaram de o poder fazer. As pessoas não podem estar na rua», relatam. «É esta a triste realidade», frisam.</p>
<p>Uma das preocupações do grupo é «o estado em que as crianças daquelas famílias andam». «É indecente a forma como se apresentam de aspeto, as roupas, a higiene, os cabelos, a pele, andam descalços. Se qualquer outra pessoa tivesse os filhos naquele estado, no dia a seguir e muito bem, tinha a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens à porta. Se alguém deixasse os filhos a dormir em colchões durante a noite na rua, em plena via pública, com certeza que tinha o tribunal de menores a pedir contas. Há miúdos que dormem, na primavera, no verão e no outono – agora não, porque chove –, em colchões, a pleno relento», apontam.</p>
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		<title>Vereadora da Ação Social acredita que há “maior tranquilidade” em Mira de Aire</title>
		<link>https://oportomosense.com/vereadora-da-acao-social-acredita-que-ha-maior-tranquilidade-em-mira-de-aire/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Correia Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 08:39:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Quatro meses volvidos sobre a agressão que trouxe o Beco e a Rua das Flores, em Mira de Aire, para as páginas deste jornal, abrindo também desta forma a discussão sobre o que, naquela zona se passa, O Portomosense foi saber junto dos autarcas locais qual o estado atual da situação, uma vez que o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quatro meses volvidos sobre a agressão que trouxe o Beco e a Rua das Flores, em Mira de Aire, para as páginas deste jornal, abrindo também desta forma a discussão sobre o que, naquela zona se passa, O Portomosense foi saber junto dos autarcas locais qual o estado atual da situação, uma vez que o caso teve a colaboração de um mediador social. De acordo com o presidente de Junta de Mira de Aire, Alcides de Oliveira, que ainda não teve acesso ao relatório feito pelo tal mediador social – «Já perguntei à senhora vereadora quais foram as conclusões da visita desse mediador, mas, até ao momento, ainda não me foi disponibilizado», disse – a situação está «estacionária», ressalvando que «pelo menos não têm chegado à Junta de Freguesia relatos de qualquer incidente que possa ter ocorrido». «O que me têm transmitido e eu tenho visto também é que continuam a chegar pessoas de etnia cigana», avança o autarca, presumindo que se têm instalado junto da restante comunidade que habita naquele beco e naquela rua. «Algumas dessas pessoas [novas que têm chegado] têm-se dirigido à Junta de Freguesia para obter um atestado de residência e logicamente, não apresentando os documentos que normalmente exigimos, que é o contrato de arrendamento ou o [documento que ateste] ser proprietários do local onde moram, a Junta de Freguesia não passa esse atestado. Depois, não sei como se desenrascam, mas o que é um facto é que, normalmente, não tornam a aparecer cá», adiantou.</p>
<p>Já a vereadora da Ação Social, Telma Cruz, disse ao nosso jornal que, «para já, [tudo] está a decorrer com normalidade» e que «não têm sido apresentadas outras queixas». «A comunidade [cigana que ali mora] está a fazer tentativas para se integrar, também com a ajuda dos técnicos e, como se costuma dizer “no news, good news” [que significa que “não haver notícias é uma boa notícia”]. O <em>feedback</em> que tenho é que estão a tentar relacionar-se com a vizinhança e temos até o relato de uma das vizinhas que afirma que não tem tido qualquer problema, que a cumprimentam… Há aqui uma evolução», frisa a vereadora. Telma Cruz adiantou que, aquando da visita do mediador social, «houve um trabalho de acompanhamento com aquela família, que se comprometeu a mudar os seus comportamentos e atitudes».</p>
<p>A vereadora sublinhou ainda que o que o Município pretende «é que haja integração» e que «se houver situações anómalas, também cabe à justiça resolvê-las». «Estamos cá para colaborar, para integrar, para resolver situações mais difíceis dentro das nossas competências, porque o que surge fora das nossas competências, não podemos fazer. Somos empenhados para que as coisas corram bem, haja tranquilidade e paz e, neste momento, acredito que haja uma maior tranquilidade, mas tenho sempre receio de dizer estas coisas porque nunca se sabe o dia de amanhã», concluiu.</p>
<p><strong>Com Jéssica Silva</strong></p>
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		<title>Mediador social em Mira de Aire para tentar acalmar situações de violência</title>
		<link>https://oportomosense.com/mediador-social-em-mira-de-aire-para-tentar-acalmar-situacoes-de-violencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Moás de Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2022 09:41:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As sucessivas situações de violência que têm afetado a freguesia de Mira de Aire estão a preocupar tudo e todos, nomeadamente a população que vive em constante «aflição». O alerta para a «necessidade de uma solução» foi dado na Assembleia Municipal, uma vez mais, pelo presidente da Junta de Freguesia de Mira de Aire, Alcides Oliveira, que disse falar «em nome da população de Mira de Aire e em especial dos residentes na Rua e Beco das Flores e moradores das ruas limítrofes». «A comunidade mirense, especialmente os residentes na zona que mencionei, têm pena que as pessoas que ali residem não se integrem na comunidade e que, em vez de se integrarem, sejam profícuos em arranjar problemas», frisa. «Mira de Aire sempre recebeu bem, aliás, como todo o concelho. Temos comunidades da Ucrânia, Brasil, Índia, Venezuela e todos se integram e trabalham para terem uma vida melhor do que a que tinham no seu país. Por que não são todos assim? Por que é que os que moram naquela zona não trabalham e são, antes, peritos em armar confusão e distúrbios? Por que ameaçam, intimidam, furtam e fazem as necessidades à porta de entrada das casas das pessoas? Por que avançaram para a agressão física?», questiona Alcides Oliveira.</p>
<p>Em resposta, o presidente da Câmara, Jorge Vala, adiantava que ia ser tida uma reunião com a Câmara de Leiria no sentido de encontrar uma solução, reunião que entretanto já aconteceu e onde foi acertada a vinda de um mediador social à freguesia de Mira de Aire. «A reunião que tivemos com a Câmara Municipal de Leiria aconteceu porque esta Câmara tem uma equipa de mediação social, coordenada pelo Serviço Social, neste caso são pessoas de etnia cigana, tal como esta comunidade em Mira de Aire, que vêm falar com estas pessoas no sentido de as sensibilizar para a necessidade de viverem em comunidade», explicou o autarca. Já «há um dia marcado» para a vinda deste mediador, adiantou Jorge Vala. «A nossa preocupação é que está a ser posta em causa a paz social, se fosse uma situação pontual, mas infelizmente não é, é uma situação que passou a recorrente, em que as pessoas estão intimidadas e que têm como alternativa, para se defenderem, deixarem de ir aquela zona. Há pessoas que têm lá património, é inconcebível», salientou. Para já, está marcada apenas uma reunião entre o mediador social e esta comunidade, «para perceber qual é a disponibilidade das pessoas para inverterem este papel», mas se, «eventualmente, a mediação social não avançar, avançarão de certeza absoluta as autoridades», frisou o autarca.</p>
<p>Jorge Vala revelou ainda que a GNR comunicou, à semelhança do que tinha adiantado ao nosso jornal, que irá passar «com mais frequência» nas zonas mais afetadas por estas situações. O presidente disse ainda que a Câmara «não pode despejar estas pessoas porque estão em propriedade privada» e, por isso, «têm que ser os proprietários a tentar, junto do Tribunal, o eventual despejo». No entanto, alerta o autarca, depois surge outro problema: «São despejados e vão para onde? É logo a questão que o tribunal nos vem colocar. Nós depois temos que encontrar soluções».</p>
<p><strong>Com Jéssica Silva</strong></p>
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		<title>Mulher agredida em Mira de Aire</title>
		<link>https://oportomosense.com/mulher-agredida-em-mira-de-aire/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Correia Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Sep 2022 07:15:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma mulher de 66 anos foi, no passado dia 21, agredida em Mira de Aire. Dina Carvalho, residente na vila, ter-se-á deslocado à casa dos pais, já falecidos, que fica junto à Rua das Flores, bem perto da Igreja Matriz, como faz regulamente, para verificar se tem correspondência e também «para ver se as coisas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mulher de 66 anos foi, no passado dia 21, agredida em Mira de Aire. Dina Carvalho, residente na vila, ter-se-á deslocado à casa dos pais, já falecidos, que fica junto à Rua das Flores, bem perto da Igreja Matriz, como faz regulamente, para verificar se tem correspondência e também «para ver se as coisas estão em condições». Isto porque, de acordo com Dina Carvalho, as famílias de etnia cigana que ali residem «têm danificado muito a casa». A mulher diz que, quando saiu do carro, para verificar a caixa do correio, viu «um monte de lixo debaixo da mesa [que se encontra no centro de uma rotunda, envolvendo uma árvore e com bancos de pedra], eram cuecas sujas, estava tudo porco e sujo», conta. Por isso, decidiu pegar no seu telemóvel e fotografar como, segundo a própria, fora aconselhada a fazer quando, há alguns meses, teve uma reunião com a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia e a GNR para debater este assunto, em conjunto com outros habitantes da vila. «Tinham-me dito, se eu visse alguma coisa, para ir tirando umas fotos porque era mais uma coisa para fazer pressão, para ver se eles abalavam», adianta. «Quando me viram com o telemóvel na mão, começaram logo a tirar telemóveis, a tirar-me fotos, a intimidar-me, a chamar-me nomes. Comecei a ver que as coisas estavam a ficar um bocadinho mais complicadas, dei meia volta para me vir embora e quando me viro, sinto um murro muito forte nas costas. Aí ainda me aguentei, mas quando me surge um murro tão forte, tão forte, tão forte na cara, caí logo redondamente no chão com os sentidos perdidos», conta. A partir daí, Dina Carvalho não sabe precisar o que aconteceu. Quando voltou a si estava sentada num banco, «no meio daquela porcaria toda». Ligou para a GNR, pedindo ajuda e, segundo o que disse ao nosso jornal, terá obtido uma resposta que não esperava: «Disseram que não tinham ninguém para me vir acudir, que não tinham elementos, só se viesse alguma patrulha de Porto de Mós ou da Batalha. Deixei-me estar ali e quando comecei a ver que estava capaz de me vir embora, meti-me no carro e fui ao médico particular», conta. Dina Carvalho apresentou também queixa na GNR e foi vista no Instituto de Medicina Legal, que quer voltar a observá-la daqui a sensivelmente duas semanas.</p>
<p>As queixas desta mirense não são de agora. Diz que, na casa dos pais, «os estores estão todos furados das pedras que para lá atiram» e que já viu as mesmas pessoas «a beber cerveja e atirar as garrafas vazias contra as portas» da, agora, sua casa. Dina Carvalho diz ainda que estas famílias «não arrendaram nada [as casas onde vivem], ocuparam o que não era deles, partiram as portas, partiram as casas todas, escavacaram tudo e entraram». Depois da ampla divulgação, a vítima diz ter «muito medo de represálias», para consigo ou com a sua família.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18656" src="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2022/09/lixo-mira-de-aire_agressoes.jpg" alt="lixo mira de aire agressoes | Jornal O Portomosense" width="1200" height="628" srcset="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2022/09/lixo-mira-de-aire_agressoes.jpg 1200w, https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2022/09/lixo-mira-de-aire_agressoes-980x513.jpg 980w, https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2022/09/lixo-mira-de-aire_agressoes-480x251.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1200px, 100vw" /></p>
<p><strong>Autarcas preocupados</strong></p>
<p>O Portomosense procurou contactar o presidente de Junta, Alcides de Oliveira, que, de acordo com alguns jornais nacionais, terá sido também ameaçado, mas não conseguiu, em tempo útil, obter resposta. Porém, em declarações à SIC, o autarca disse que as pessoas em causa «têm algumas dificuldades de relacionamento com a [restante] população» e que, por isso, «para além de não se integrarem, importunam as pessoas que ali passam». Alcides de Oliveira avançou também que, «em algumas alturas do dia, nomeadamente à tarde e ao início da noite, as pessoas são importunadas e avisadas de que, ao passarem ali, têm que olhar com cuidado porque aquele espaço pertence àquelas famílias». «São casas ocupadas, eventualmente poderá existir algum contrato de arrendamento», acrescentou ainda.</p>
<p>O presidente de Junta disse também que, segundo as informações que tem, o efetivo de militares no posto da GNR de Mira de Aire «não lhes permite fazer passagens recorrentes naquela zona». «Se eu, como presidente de Junta, for perguntar à generalidade da população de Mira de Aire, o que as pessoas queriam era que aquelas pessoas saíssem daqui. Agora, reconheço que há uma grande dificuldade em pegar nas pessoas para elas abandonarem o espaço. A Junta de Freguesia só queria que deixassem de agredir verbalmente as pessoas e de as intimidar», concluiu.</p>
<p>Também o presidente da Câmara, Jorge Vala, se diz «muito preocupado» com a situação, até porque «está instalado o medo» naquela vila. O autarca avisa, porém, que a intervenção que a Câmara pode ter nestes casos, «infelizmente, é praticamente nula». «Neste momento estamos a tentar sensibilizar as autoridades para terem uma ação mais presencial, porque sabemos que esta não é uma situação pontual, mas recorrente, sobretudo ao nível das agressões verbais», adianta. Jorge Vala salvaguarda, no entanto, que «as pessoas foram instaladas, aparentemente, legitimamente, têm um contrato de arrendamento naquelas casas». Depois de revelar também que, na passada segunda-feira, já reuniu com as forças de segurança, tendo pedido ainda uma reunião ao Ministério Público, Jorge Vala frisou que «foi posta em causa a segurança e a ordem pública em Mira de Aire e isso, só por si, já é um motivo de preocupação»: «O grande problema é que estas comunidades, como se sabe, juntam-se com muita facilidade, criam alguns distúrbios e criam sobressalto junto de uma comunidade mais idosa, que se habituou a viver de uma forma pacífica», concluiu.</p>
<p><strong>GNR confirma baixo efetivo</strong></p>
<p>Ao nosso jornal chegaram mais relatos, de outros habitantes, acerca do medo e da insegurança sentida pela população em geral, aumentando ainda a indignação o facto de tudo isto se passar muito perto do centro da vila, numa artéria próxima do largo da igreja. Os testemunhos que fomos ouvindo não se referem apenas a esta situação, mas também a outros assaltos, que por vezes se verificam, como é o caso de um roubo por esticão, que aconteceu no dia 23, em que cinco homens foram detidos em flagrante. De acordo com um comunicado da GNR, esse roubo aconteceu na sequência de outros, realizados no mesmo dia, nas localidades de Vieira de Leiria, Colmeias, Caranguejeira e São Mamede. Os bens foram recuperados e os suspeitos foram presentes a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Peniche, ficando em prisão preventiva.</p>
<p>Perante tudo isto, O Portomosense procurou esclarecimentos junto da GNR. O capitão Daniel Matos começou por sublinhar que as situações do roubo e da agressão em nada se relacionam. De acordo com o agente da autoridade, «a evolução da criminalidade em Mira de Aire acompanha a criminalidade a nível nacional» e não é pela presença «daquela comunidade que existe mais criminalidade em Mira de Aire», adiantando ainda que, apesar de haver outras queixas, se trata mais de «problemas de vizinhança» do que de crimes propriamente ditos.</p>
<p>Relativamente ao caso da agressão em particular, o capitão Daniel Coelho confirma a chamada da vítima, e que do posto lhe disseram que a patrulha poderia demorar uma vez que estava em Porto de Mós. De acordo com o militar, «a vítima exigiu rapidez e acabou por prescindir da patrulha». «Mira de Aire não tem um efetivo grande e temos tentado alocar uma ou duas patrulhas por dia, quando é possível. Quando o não é, porque há três turnos diários, as situações são acompanhadas pela patrulha de Porto de Mós», explicou. Daniel Coelho disse que, no início do ano, foi feita uma reunião, referida também pela vítima, e que na sequência disso mesmo, foi feito um reforço das operações no local e, em fevereiro, foi feita uma operação especial de prevenção da criminalidade. O capitão da GNR adiantou ainda que os «giros com militares» foram reforçados na Rua das Flores.</p>
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