Sete dias. Sete grupos de teatro. Sete espetáculos. É este o cardápio da sétima edição do Festival Teatro de Rua, que está prestes a começar. O evento irá decorrer ao longo dos três próximos fins de semana (de 22 de julho a 6 de agosto), sempre às 21h30, na Praça da República, no coração da vila de Porto de Mós. «Um local de eleição», nas palavras do vereador da Cultura, Eduardo Amaral, que destaca a importância e o significado do sítio escolhido: «É uma forma de dinamizar o espaço público e chamar à atenção para as praças, o local onde as pessoas se encontravam e onde aconteciam vários eventos».

Tendo o Castelo de Porto de Mós como pano de fundo e sob a coordenação e encenação do Leirena – Companhia de Teatro de Leiria, os grupos de teatro amadores do concelho vão apresentar peças por si escritas, inseridas no tema O Nosso Património, o tema do festival, comum a todas as iniciativas municipais deste ano. «Cada grupo irá escrever a sua peça, desenvolvê-la e trazer a cena o que encontrou do nosso património. Pode ser local, da freguesia ou a nível de concelho», explica o vereador. «Este também é um projeto da comunidade, porque são várias as comunidades que se envolvem e cada uma delas quer trazer a palco o melhor que sabe e o melhor que tem, como a valorização do território e do património», acrescenta.

A abertura da sétima edição do festival será feita pelo grupo de Mira de Aire, Um Par de Cinco, que irá levar a palco a peça As do Moinho da Fonte. No sábado, dia 23, será a vez dos Miúdos da Serra (Alqueidão da Serra) apresentarem Até a Tempestade Passar e no domingo o grupo de teatro de Mendiga e Arrimal – Mendigal – levará à Praça da República a peça Rádio Stone. O grupo de teatro Trupêgo (Porto de Mós) será o quarto grupo a entrar em cena, a 29 de julho, dia em que fará a sua representação de Nas Margens do Rio. No dia seguinte, dia 30, o Teatro Olaré, grupo de Serro Ventoso, subirá ao palco com a peça A Busca pela Cabra de Oiro. No sábado, dia 5 de agosto, o Teatr’ambu (São Jorge) irá interpretar A Associação. O sétimo e último espetáculo do Festival será representado pelo Juncateatro, teatro regional do Juncal. Haverá sempre Luar é o nome da peça que encerrará esta edição do Festival Teatro de Rua.

Depois de dois anos conturbados, devido à pandemia, as expectativas para esta edição são «elevadas»: «A nossa expectativa e a nossa certeza é que a sala, neste caso a grande Praça da República, irá estar cheia e irá agraciar todo o esforço que os grupos de teatro têm feito ao longo destes dois anos que estiveram parados. Eles alimentam-se sobretudo de palmas e de reconhecimento», considera o vereador da Cultura, Eduardo Amaral.

Com Inês Neto Silva