Tirar um curso superior dá mais dinheiro?

20 Novembro 2025

O Portomosense

Afinal, apostar numa licenciatura, poderá significar mais dinheiro ao final do mês? A pergunta, que pode parecer simplista, tem resposta concreta com números. E é uma resposta positiva. Num universo de 400 estudantes, apenas 39% ganhava mais de 1 000 euros quando iniciou o ensino superior. Terminada a licenciatura, já eram mais de 73% aqueles que auferiam um salário superior a 1 000 euros. Números que espelham a realidade dos estudantes da Universidade Aberta, recolhidos pelo Observatório dos Percursos Profissionais e de Vida dos Diplomados da Universidade Aberta. E este é apenas um dos números que o referido Observatório recolheu e que foi partilhado pelo investigador e Professor da Universidade Aberta, Pedro Abrantes, um dos oradores da conferência Conversas com Futuro: a importância da Educação. 

Esta iniciativa, que decorreu em Porto de Mós no passado sábado, dia 8 de novembro, foi a primeira das Mós Talks, um ciclo de conversas sobre a Educação, o Futuro e a empregabilidade. Este ciclo de conversas é organizado pelo Centro Local de Aprendizagem da UAb em Porto de Mós e da delegação local da Associação Académica (AAUAb), cumprindo o papel de apoiar a comunidade estudantil e promover fóruns de discussão.

Na sua intervenção, Pedro Abrantes refere ainda que a maioria dos licenciados da UAb, entre um a três depois de concluída a sua formação já desempenha uma atividade ajustada ao nível de licenciatura. E a grande maioria – 69,5% – «afirma que as suas condições de empregabilidade melhoraram com a licenciatura», explicou o docente. Além disso, mais de 35%, estava já, passado um ou dois anos de terminar a licenciatura, inscrito num novo ciclo de estudos, nomeadamente mestrados ou pós-graduações. 

Pedro Abrantes considera ainda que «os resultados do questionário apontam para indicadores muito consistentes de satisfação com os cursos, desenvolvimento de competências e impactos na vida pessoal e profissional, com padrões elevados de mobilidade ascendente, em termos profissionais, sociais e económicos». 

Além das questões de evolução profissional e salarial, a formação superior tem ainda outros impactos na vida das pessoas, como ressaltou Ana Patrícia Almeida, também docente da Universidade Aberta e outra das oradoras convidadas desta iniciativa. Seja pela ajuda no desenvolvimento de pensamento crítico, seja pelo aumento da rede de contactos e networking de cada pessoa. A professora defende ainda que, além da formação superior, também a formação contínua, é fundamental para as pessoas, aportando atualização de competências e adaptação a novas tecnologias. Ao apostar na formação continua as pessoas desenvolvem uma cultura de aprendizagem e mantém-se competitivos do ponto de vista do mercado de trabalho. E é nesses aspetos, considera a professora, que o papel da UAb e dos Centros Locais, como o de Porto de Mós, podem ter um papel relevante, permitindo avaliar as necessidades formativas dos territórios e criar formações à medida, flexíveis e apostadas no aumento de produtividade, de que são exemplo as microcredenciais que a UAb tem vindo a oferecer à população empregada. 

Depois desta primeira conferência – Conversas com Futuro: a importância da Educação – com o Professor Pedro Abrantes e a Professora Ana Patrícia Almeida, estão previstas mais duas conferências Mós Talks, embora em geografias descentralizadas, nomeadamente Rio Maior (janeiro) e Alcobaça (abril). 

Foto | CLA

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