Foto: Catarina Correia Martins

O Tok’andar passa, este ano, a ser um evento ecológico sem plástico, designado eco-evento. Na apresentação do projeto, que decorreu no passado dia 28 de fevereiro, no auditório da Câmara Municipal, o presidente da autarquia, Jorge Vala, lembrou que «grande parte dos percursos está inserida em território do Parque Natural» e os restantes «vão passar por zonas sensíveis do nosso concelho», sendo pretensão do Município «estar na linha da frente das questões ambientais».

Para cumprir este objetivo, a Câmara têm este ano dois parceiros, a Lusical e a Valorlis. A primeira vai dar a cada uma das entidades organizadoras 45 garrafas metálicas, que deverão ser distribuídas pelos primeiros inscritos em cada uma das caminhadas, com vista a reduzir as garrafas de plástico. No caso da Valorlis, a empresa vai ceder caixotes para a reciclagem, que serão colocados nos locais de abastecimento e de almoço. Além disso, o Município vai ainda disponibilizar, a cada associação, 150 copos de papel – «Sabemos que não vão chegar, mas queremos consciencializar as pessoas e as entidades para, em vez de comprarem copos de plástico, optarem pelo papel», explicou Telmo Matos, técnico superior de Desporto do Município. O responsável acrescentou que é ainda objetivo da organização pedir aos caminhantes que vão apanhando lixo do chão ao longo dos percursos.

O portomosense António Carreira esteve na sessão de apresentação, em representação da Lusical, onde explicou que a empresa tem tido, «de há uns anos para cá, alguma intervenção no reaproveitamento dos resíduos das pedreiras, na zona do Parque Natural», o que demonstra a sua preocupação com o meio ambiente. «Numa fase inicial reciclávamos diretamente todos os resíduos de pedreiras, agora estamos a reciclar todas as escombreiras que já estão há muito tempo abandonadas na serra e que criam um impacto ambiental forte. Também estamos a requalificar pedreiras que já estão fora de exploração», explicou o representante da empresa, cuja ação poderá ser vista através de alguns painéis com o “antes” que vão estar junto dessas áreas por onde passam alguns dos percursos do Tok’andar deste ano.
A Valorlis fez-se representar por António Guerra que afirmou que «este tipo de atividades é fundamental» porque «as pessoas ao saírem de casa e contactarem com o meio natural e com aquilo que os envolve, ficam a conhecer e depois de conhecer é mais fácil respeitar». António Guerra refere ainda que a disponibilização destes contentores para reciclagem permite que, além da separação no local para posterior reciclagem, os participantes possam «levar esta mensagem para casa».

Quatro novas entidades organizadoras

Este ano, o Tok’andar conta com 21 caminhadas, que se vão distribuir pelas 10 freguesias do concelho, havendo quatro novas entidades organizadoras: O Castelo – Associação Cultural de Porto de Mós, Agrupamento de Escuteiros 370 – Porto de Mós, Associação Amigos de São Miguel e a Comissão de Festas de São Miguel, esta última para substituir a União Recreativa Juncalense – «que este ano não se mostrou disponível para participar», informou Jorge Vala – e assim permitir que o Tok’andar continue a passar por todas as freguesias do concelho.
Na sessão de apresentação, foi ainda feita uma caracterização do evento “em números”. Em 2017 foram percorridos cerca de 160 quilómetros, por 1400 participantes, em caminhadas organizadas por 14 associações. No ano passado, pela primeira vez houve caminhadas em todas as freguesias, organizadas por 18 entidades diferentes e que permitiram aos cerca de 1800 participantes percorrer 200 quilómetros. Este ano, mais uma vez com todas as freguesias representadas, as 21 entidades envolvidas organizam 230 quilómetros de caminhada, na expectativa de receber um total de 2200 participantes.