Os empresários que integram a Plataforma pela Sobrevivência dos Transportes, vão reunir esta noite, em plenário, na Zona Industrial de Porto de Mós, para discutir novas formas de luta depois de hoje terem protagonizado uma marcha lenta desde o parque TIR do Carregado até à Amarela (Pedreiras).

Criada no passado dia 13, a Plataforma junta cerca de 279 pequenos e médios empresários que estão desde essa data em luta pela redução de impostos. A estrutura tem estado em negociações com o Governo mas até agora não foram obtidos resultados significativos, o que leva o porta-voz da Plataforma, Paulo Maia, a dizer que se até às 22 horas de hoje o Governo não der respostas às suas reivindicações, os transportadores irão reunir em plenário e, decerto, dali sairá a decisão de empreender ações mais fortes e radicais que aquelas tomadas até agora.

De acordo com o empresário, aquilo que os representantes destas pequenas e médias empresas reivindicam é «o não pagamento do IVA “à cabeça” e a redução das portagens da classe 4 para a classe 2». O porta-voz dos transportadores deixa claro que estes não estão a reclamar do Governo uma baixa do preço dos combustíveis embora estes tenham tido, globalmente, «uma subida de cerca de 26%», mas sim, apenas a redução da carga fiscal, nomeadamente, com o não pagamento do IVA nas condições atuais, e a redução das portagens.

Paulo Maia diz que neste momento há empresas já completamente paralisadas e que se nada for feito será o fim de muitos pequenos e médios transportadores.

Apesar de se confessarem exaustos, e depois de vários dias a dormir nas cabinas dos próprios camiões, estes empresários garantem que não vão desistir da sua luta até que o Governo acolha as suas reivindicações.

Foto | Isidro Bento