Foto: CMPM

Os lugares de Covão de Frade, Moliana e Espinheira, na freguesia de São Bento, encontram-se abastecidos de água da rede pública, desde o passado dia 27 de junho, tornando-se num momento histórico para aquelas populações.

O abastecimento de água à freguesia tem sido uma operação muito complicada e difícil, devido à tipologia do terreno e à distância entre os aglomerados populacionais da freguesia.

Para o presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, esta obra vai servir cerca de «seis dezenas de casas e representa um investimento na ordem dos 200 mil euros». O autarca adianta que tem «muito prazer» nesta obra porque, em pleno século XXI, não faz sentido «haver ainda populações sem abastecimento de água, um bem essencial para se viver em condições», além disso trata-se de «um bom motivo para haver fixação de pessoas nestes territórios de baixa densidade», como é o caso da freguesia de São Bento.

Com a concretização desta obra, a freguesia fica quase toda abastecida de água da rede pública, ficando somente «a faltar os aglomerados constituídos pelos lugares de Fontainha e Paiã, onde ainda vive alguma população», como explica o edil, adiantando que estão «previstas, pelo menos mais duas empreitadas, para abastecer aqueles lugares e, ao mesmo tempo, para deixar São Bento com uma total cobertura em todos os lugares».

Porém, a freguesia não ficará totalmente abastecida, porquanto «há algumas casas edificadas em locais, onde não é possível abastecer», no entanto, é necessário «contornar essa situação de outra forma», explica o presidente.
Quem está bastante satisfeito com mais esta obra de abastecimento de água à freguesia, é o presidente da Junta de Freguesia de São Bento, Tiago Rei, ao explicar que «no século XXI é triste esta freguesia ainda não estar totalmente abastecida», porque «há cerca de 30 anos que se anuncia o abastecimento de água à freguesia».

As cisternas, construídas para a captação de água da chuva, têm sido a solução encontrada pelos moradores da freguesia para se auto abastecerem, o que se «torna numa operação bastante cara e não se reserva água suficiente para as pessoas e para o gado», refere Tiago Rei.