Foto: Catarina Correia Martins

O Coral Vila Forte realizou no domingo, dia 17, o 34.º concerto de aniversário, na Igreja de São Pedro, em Porto de Mós. O espetáculo começou com a atuação do Coral Stella Maris de Peniche, orientado pelo maestro João Sebastião e acompanhado por Gerardo Rodrigues ao piano. Seguiram-se dois momentos instrumentais com Américo Magalhães no acordeão e António Mesquita na flauta transversal, ambos coralistas no Vila Forte. De seguida, foi perante o pouco público presente, que o coro de Porto de Mós homenageou o maestro cessante, Flávio Ulisses Cardoso.

Em nome de todo o grupo, Amparo Cordeiro lembrou que, desde 2001, partilham «música com o maestro». «O Flávio entrou para o Coral Vila Forte era ainda um menino e depois o saudoso maestro Guy Stoffel, como bom timoneiro de um barco, foi dando a hipótese, incentivando e dizendo: “Tu podes vir a ser maestro”. Há coisas na vida que não sabemos explicar, o nosso maestro adoeceu gravemente e coube mesmo ao Flávio tomar a direção», contou. A coralista afirmou ainda que, em conjunto, formavam «quase uma família» e que todos os elementos viram «primeiro nascer e depois crescer todos os seus três filhos». A presidente do grupo, Lurdes Gualdino, entregou a Flávio Ulisses Cardoso «uma lembrança que será sempre pequena para tudo aquilo que deu [ao coral]», sublinhou.

Também a vereadora Telma Cruz, em nome da Câmara Municipal, ofereceu ao maestro uma lembrança, «um castelo como simbologia do reconhecimento do Município pelo trabalho do Flávio ao longo destes anos». Telma Cruz disse ainda que «manter estes grupos ativos e motivados não é fácil e o Flávio, desde jovem, conseguiu com todo o seu profissionalismo manter o grupo com uma excelente qualidade».

Flávio Cardoso agradeceu os gestos dizendo que não precisa «deste tributo» e que lhe basta o facto de o grupo continuar mesmo sem a sua presença. Lembrou que continua como presidente do Fórum Cultural, do qual o Coral Vila Forte faz parte, e que, por isso, podem «contar sempre» consigo. Passando o testemunho ao novo maestro, desejou que faça «um melhor trabalho» do que o realizado até agora e lembrou que «foram 18 anos à frente do coro» e que os coralistas foram as suas «cobaias», com quem se foi «formando enquanto maestro».

O novo maestro, em funções desde setembro, João Carlos Chavinha Roque Gameiro, disse que quando recebeu o convite quis saber os motivos da saída de Flávio Cardoso e só depois de perceber que «saia de forma normal» é que aceitou o desafio. João Roque Gameiro que diz ter Porto de Mós como «terra adotiva há 25 anos», prometeu «vestir a camisola [do coro] e, acima de tudo, a de Porto de Mós».

A encerrar a cerimónia e depois da atuação do coro anfitrião, os dois coros juntaram-se em palco, assim como coralistas de outros grupos que estavam na assistência, para uma última música. O evento terminou com o cantar dos Parabéns ao Coral Vila Forte.