Em maio de 1995, Marco Franco, Hélder Vieira, Sílvio Moura e Nuno Pires, todos amigos, provenientes do Bairro de São Miguel, estavam «no campo da bola» em Porto de Mós e questionaram-se sobre os planos para essa noite. E que melhor plano para um grupo de jovens de 18 anos do que juntarem-se para conviver e beber minis? O ponto de encontro foi o Ninho das Águias, a garrafeira em casa do pai de Marco Franco, um levou um coelho, outro o pão e estava o serão programado. Por coincidência, uma das irmãs de Marco Franco achou por bem pegar numa máquina fotográfica e registar o momento. Começava, assim, a escrever-se a história do Encontro das Minis que vai, este ano, na sua 25.ª edição.

No ano seguinte, quiseram repetir a “brincadeira”, mas à mesa já estava cerca de uma dezena de pessoas, e de ano para ano, o encontro foi crescendo e, «sem se dar por ela», chegou aos dias de hoje em que é já «uma festa que começa às 10 da manhã, tem almoço, jantar e diversas atividades durante o dia», explica a O Portomosense um dos fundadores e o filho do dono do Ninho, Marco Franco. Atualmente o evento já mobiliza entre 200 a 300 pessoas por edição, «numa garrafeira pequena, ao ponto de já ser necessário aproveitar vários pontos da casa». Apesar de ser uma «festa privada, os amigos já trazem outros amigos e é esse o conceito», é um ponto de encontro onde algumas pessoas se vêem a única vez no ano, e «agora já com as gerações novas, o pessoal já leva os filhos», avança.

Por norma, é Marco Franco com a ajuda da família que trata da organização, embora conte também com a colaboração dos restantes fundadores e de alguns amigos que entretanto se juntaram ao grupo. Considera que o seu pai, Manuel Franco, é «um dos principais impulsionadores» do encontro e diz que o mesmo se vai realizar até o «pai querer». A postura de Manuel Franco é simples e pragmática: «Enquanto correr tudo bem como tem corrido em todos estes anos, as portas de casa estão abertas».

Marco Franco considera ser uma pessoa criativa e que gosta de organizar «vários tipos de atividades» para os amigos e durante estes encontros já aconteceu de quase tudo: jogos tradicionais, como chinquilho, matraquilhos e malha; «a vertente da música também é muito importante, havendo DJ durante o dia e à noite e também karaoke; atividades mais físicas e desportivas como peddy paper e BTT, já houve até simulações do reality show Big Brother, em que houve «pessoal fechado durante 12 horas num quarto»; e, claro, a atividade que dá nome ao evento, beber minis. Todos os anos é feito o registo da quantidade de minis bebidas e o recorde está no ano de 2015 em que se comemoraram 20 anos da realização do evento. Num dia, foram bebidas no Ninho das Águias, 3 107 minis. Nos anos seguintes, tem variado entre as duas mil e as 2 500.