Caso seja reeleita, Clarisse Louro, a candidata do PSD à Assembleia Municipal de Porto de Mós (AM) promete retomar as sessões descentralizadas daquele órgão autárquico logo que a pandemia o permita. Respondendo a um anseio manifestado nos últimos anos por elementos de várias forças representadas na AM e por cidadãos anónimos, garante, ainda, que as sessões vão passar a ser transmitidas via internet para «envolver as pessoas e mantê-las afetivamente ligadas e entusiasticamente participativas». A dupla promessa foi feita no decorrer da sessão de apresentação da sua recandidatura à AM e dos restantes elementos que compõem a lista do PSD, que decorreu no passado dia 30 de julho no Castelo de Porto de Mós.

No seu discurso, Clarisse Louro passou em revista as razões que a levaram a candidatar-se pela primeira vez e o que, na sua opinião foi feito de mais relevante após a sua eleição, concluindo que os propósitos iniciais e o trabalho levado, entretanto, a cabo, justificam a recandidatura.

«Há quatro anos candidatei-me por convite do então candidato Jorge Vala. Aceitei com muita convicção porque me interesso pelo futuro da terra onde nasci e por todas as pessoas da comunidade que integro. Tinha uma motivação: ajudar a minha comunidade a atingir uma vida com qualidade, saudável e com um desenvolvimento sustentável, e estar mais perto de todos vós e assim poder influenciar algumas das políticas a desenvolver no concelho, como o fiz», lembrou, acrescentando que acreditava e continua a acreditar na política defendida por Jorge Vala que passa, segundo ela, por «centrar as políticas públicas na vida e no bem-estar das pessoas, dando-lhe felicidade».

«Vocês também acreditaram, elegeram-nos e tornaram-me na primeira mulher a presidir à AM da nossa terra e foi com muita honra que exerci essa minha função nos últimos quatro anos. Respondi ao exigente desafio a que me lancei, com lealdade, competência, humildade e, acima de tudo, com o empenho que coloquei no supremo desígnio da defesa dos interesses da comunidade que somos», prosseguiu, frisando que «não foi fácil porque metade destes quatro anos foram assombrados por uma pandemia que nunca tínhamos vivido».

Perante «uma pandemia que nos afastou mas também nos aproximou, que reforçou cadeias de solidariedade e que nos mobilizou para as mais variadas linhas da frente de combate a um inimigo invisível e desconhecido», Clarisse Louro deixou um sublinhado: «Respondemos presente, estivemos sempre convosco, nunca se esqueçam disto, nem duvidem, estivemos sempre convosco. Vivemos os vossos medo, as vossas angústias e queremos continuar a responder presente a esses medos e angústias».

Falando da equipa com que se apresenta ao eleitorado disse ser constituída por pessoas «competentes, motivadas, com experiência política e conhecedora dos problemas do nosso concelho, mas também uma equipa jovem que se interessa e gosta do seu concelho». «Com esta equipa nós comprometemo-nos a trabalhar em prol de uma AM próxima de todos vós e a mostrar a sua importância como uma verdadeira casa da democracia local, para isso descentralizámos as reuniões, o que vamos continuar a fazer», disse, recordando ainda que durante o seu mandato foi criado «um espaço de atendimento à população para ouvir as suas dúvidas, os seus problemas, mas também para quebrar barreiras e tabus e fomentar a sua participação da coisa pública e acolher a sua contribuição para o debate das opções que marcam o destino da comunidade».

«Visitámos todas as instituições de solidariedade social, visitámos forças de segurança, bombeiros, aproximámo-nos de todos, conhecemos a sua realidade, queremos continuar a fazer», garantiu, prometendo voltar a «criar sessões temáticas em matéria de interesse da comunidade». A candidata disse ainda ser dever dos autarcas «promover a participação dos jovens na política local e de os fazer refletir no seu papel de cidadania e emancipação, estimulando assim a sua capacidade de participação e intervenção no desenvolvimento das políticas locais», assegurando que já o fez neste mandato e vai fazer no próximo, caso seja eleita. «Criámos alguns projetos em parceria com as nossas escolas, mas também os trouxemos [aos alunos] a uma AM para dar a conhecer o papel da AM e queremos continuar a fazê-lo», sublinhou, garantindo que «é urgente mudar de paradigma» porque hoje os jovens querem «uma forma diferente de fazer política». Clarisse Louro fez ainda a promessa de continuar a valorizar a comunidade e o seu capital humano dando como exemplo a sessão que todos os anos tem acontecido de homenagem à Mulher.

Jorge Vala afirma: “Clarisse Louro conduziu a AM com reconhecida isenção e forte sentido democrático”

«Mulher de desafios, de lutas e de causas, consegue ao mesmo tempo não perder o vislumbre da família ao lado dos seus e da comunidade em que se insere. É uma mulher que se basta a ela própria sem comparações porque não precisa delas. Com requinte e sobriedade, sem medos de julgamentos e sem necessidade de se afirmar por outros meios que não aqueles que, se concorde ou não, em que fielmente acredita». Em suma, foi este o retrato que Carolina Henriques, sub-diretora da Escola Superior de Saúde do IPLeiria, fez na mesma cerimónia, da sua colega de trabalho e amiga, Clarisse Louro.

Já o candidato à Câmara pelo PSD, Jorge Vala, afirmou que sob a direção de Clarisse Louro, «a AM tem sido dirigida com um forte sentido democrático, sem atropelos e sobretudo com reconhecida isenção. Estamos, por isso, perante uma presidente que é a mulher certa no sítio certo», disse evocando o seu lema de campanha.

«A afirmação da liderança resulta sempre da capacidade do líder e sem dúvida que a doutora Clarisse Louro ao longo deste mandato demonstrou sempre a capacidade e o saber do líder que este importante órgão assim justifica e é esse propósito que pretendemos transportar para o próximo mandato para que possamos discutir o futuro do nosso concelho de forma apaixonada, livre de preconceitos e, sobretudo, sem a demagogia que tantas vezes assola estes órgãos», destacou o candidato.

«Sabemos bem o que vale esta equipa e o pensamento que tem para o nosso concelho. Sabemos bem o valor que acrescentam ao nosso projeto e o quanto o concelho vai ganhar no pensamento e na discussão com a vossa participação», disse Jorge Vala, agradecendo aos elementos da lista candidata à AM mas também a todos os outros, num total de cerca de 200 portomosenses, que aceitaram integrar as listas do PSD aos diversos órgãos autárquicos.