É no Largo Carlos Afonso, em Alvados, que desde o dia 30 de julho há uma nova casa de petiscos. Flor da Serra, assim se chama o novo estabelecimento, aberto das 10 horas da manhã às 23 horas, todos os dias, exceto à terça-feira. Da “carta” fazem parte mais de duas dezenas de petiscos, sendo possível escolher entre «quatro ou cinco por dia». Na sua maioria são petiscos tradicionais portugueses, mas também «há um outro, para variar, como o camembert no forno ou o pão recheado com queijo», sem faltar «os peixinhos da horta, as moelas, o picapau, a açorda de camarão ou a morcela assada», assim nos explicou Susana Simões, que, em conjunto com o marido, João Tavares, e com a ajuda da mãe, explora agora aquele espaço. O conceito inicial era ter «petiscos à tarde, mas as pessoas têm gostado tanto que têm aparecido para o almoço também», revela, acrescentando que, a pedido dos clientes, têm ainda uma sopa diária.

Susana Simões é natural de Torres Novas e João Tavares de Lisboa, a sua ligação a Alvados é uma prima, dona dos dois hotéis que já existem naquela localidade. Depois de quase oito anos emigrados em Inglaterra, e regressados a Portugal há menos de meio ano, queriam ter um negócio próprio e tiveram «a hipótese de ir para um sítio chamado Pombalinho, perto da Golegã», porém, por insistência dessa familiar, vieram conhecer este espaço e João Tavares diz que ficaram «interessados». «Estávamos para abrir um espaço, não sabíamos era o quê. Andávamos à procura, tivemos esta oportunidade e aproveitámo-la, porque o espaço é espetacular», conta referindo-se ao local onde agora nasceu a Flor da Serra e onde, outrora, já tinha funcionado um outro restaurante, mas há cerca de três anos que estava vazio.

Ideias não faltam

Desde a abertura, «a adesão tem sido boa e as pessoas têm gostado», adianta Susana Simões, informação a que o marido acrescenta que têm reparado «que as pessoas têm voltado». Apesar de o estabelecimento ter sido inaugurado há cerca de duas semanas apenas, os projetos e as ideias não param de fluir nas cabeças dos responsáveis. «Para o início do inverno, quando estiver mais frio é mais agradável estar ali em baixo [numa sala grande que agora está fechada], com a lareira, para fazer umas noites temáticas, de fado… É a nossa ideia, vamos ver», revela Susana Simões. Porém, o marido ressalva rapidamente que, apesar de ser essa a intenção, «se a coisa continuar a correr como começou e está a correr bem, se calhar os petiscos têm que continuar». O casal está também aberto à possibilidade da realização de eventos, desde que planeados e agendados atempadamente. O espaço tem ainda a possibilidade de ter alojamento, ideia que não está, de todo, posta de parte.

Até aqui, muitos estrangeiros e não só, têm passado pela Flor da Serra e Susana Simões e João Tavares desejam que assim continue. Para quem não conhece ainda o espaço, descrevem-no como «típico, tradicional e rústico, português», dizendo que «todos são muito bem-vindos».

Fotos | Catarina Correia Martins