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UR Mirense já tem nova direção

6 Fevereiro 2023
Bruno Fidalgo Sousa

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Bruno Fidalgo Sousa

6 Fev, 2023

A próxima direção da União Recreativa Mirense (URM) já está decidida, após as eleições do passado dia 26 de janeiro, contando com Manuel Balela “à proa” do grupo. O atual treinador da equipa sénior do Mirense vai, para já, acumular a função de técnico do plantel com a presidência, tendo nessa equipa Sérgio Fonseca enquanto vice-presidente, Jorge Gonçalves como tesoureiro, Henrique Gomes a secretário e Artur Vieira no cargo de presidente da mesa da assembleia geral.

A O Portomosense, o sucessor do antigo presidente António Lima, falecido em agosto de 2022, e de Paula Lima, no cargo em substituição, relata que ficou «um bocado surpreendido com o convite» para o cargo, por parte da única lista que decidiu concorrer. Manuel Balela diz mesmo que, «atendendo às pessoas e ao momento que o Mirense estava a viver, não podia dizer que não», embora considere este «um desafio muito grande», dado que sempre esteve «inserido na parte desportiva, não na parte de direção do clube». Está, contudo, «motivado» e «com muita vontade de dar continuidade aos projetos e às dinâmicas que o clube já vinha tendo há alguns anos com o presidente António Lima». «E foi mais isso que me moveu a aceitar, foi também o facto de ter estado com ele, de saber o que é que ele pretendia para o Mirense, e de ser mais um a ajudar», acredita.

Substituição do relvado é a grande obra para o mandato

Para Manuel Balela, a grande empreitada agora em mãos, inclusive já aprovada pela assembleia geral do clube (visto ser um «projeto que já vinha de trás»), é a substituição do relvado natural por um relvado sintético. «Era esse um dos grandes objetivos do António Lima, para podermos reestruturar o clube de uma forma diferente, e dar a possibilidade aos jovens de Mira de Aire de poderem praticar desporto, nomeadamente o futebol, seja feminino ou masculino, na sua terra, no seu clube», refere Manuel Balela. Segundo o presidente, o próprio relvado não permite que o URM tenha mais equipas, porque «está muito debilitado, com muitos anos». Um novo tapete permitiria «ter uma carga horária diferente, ter mais escalões a treinar» e, em última instância, ter «uma abrangência maior a nível desportivo», com «cada vez mais modalidades, mais jovens a praticar desporto». «E para isso temos de lhes dar condições», acredita Manuel Balela. O presidente dá o exemplo do voleibol, «que está a fazer um trabalho extraordinário». «Muitos dos atletas praticam desporto fora de Mira de Aire, e eu acho que era de louvar e era bonito de ver os jovens de Mira de Aire a praticarem desporto em Mira de Aire, para criarmos aqui também uma envolvência com os pais, com os avós, com os tios, com os familiares, porque é disso que o Mirense precisa, é desse envolvimento da comunidade e nós sentimos que só com esse passo é que nós conseguimos mobilizar mais gente em volta do Mirense», acredita.

A nível estrutural, o dirigente aponta ainda à «substituição das lâmpadas por LED’s» e o «melhoramento do recinto desportivo», dos balneários e da parte de cima do estádio, para «dar mais comodidade aos atletas» e para o Mirense ter «sempre o estádio apresentável para quem» visita Mira de Aire.

Revisão | Catarina Correia Martins

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