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Urgência Ginecológica/Obstétrica do Hospital de Santo André com constrangimentos há vários meses

8 Dezembro 2023
Jéssica Moás de Sá

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Jéssica Moás de Sá

8 Dez, 2023

Fim de semana sim, fim de semana também, tem sido mais ou menos esta a realidade quanto à periodicidade dos comunicados do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) a informar os utentes, neste caso sobretudo mulheres e grávidas, de que a Urgência Ginecológica/Obstétrica e a Urgência Pediátrica estarão fechadas.

O encerramento, por falta de médicos, tem acontecido sobretudo entre as madrugadas de sábado e segunda-feira de cada fim de semana. «A Urgência Ginecológica/Obstétrica vai estar encerrada das 9h00 do dia 7 de outubro, sábado, até às 9h00 do dia 9 de outubro, segunda-feira, não sendo admitidas novas parturientes, mas estarão assegurados os cuidados de saúde às utentes já internadas e o apoio à urgência interna», podia ler-se num dos comunicados do CHL.

A instituição hospitalar tem recomendado às «grávidas ou utentes com problemas urgentes do foro ginecológico» contactarem «a Linha SNS 24 (808 24 24 24), que «poderá dar todo o apoio especializado e encaminhamento para a unidade de saúde mais apropriada». Em situações urgentes, os utentes estão a ser reencaminhados ou deverão dirigir-se «à Maternidade Dr. Bissaya Barreto ou à Maternidade Dr. Daniel de Matos», ambas em Coimbra. Apesar de nesta especialidade os constrangimentos serem mais notórios, noutras se têm verificado os mesmos problemas, nomeadamente em Urgência Geral. A realidade tem sido parecida em todo o país, isto porque os médicos estão a recusar fazer mais do que as 150 horas extraordinárias anuais a que estão obrigados.

Ministério da Saúde e Sindicato Independente dos Médicos chegam a acordo

Espera-se que a situação nos hospitais portugueses melhore depois de Ministério da Saúde e Sindicato Independente dos Médicos (SIM) terem chegado a acordo, na semana passada, para aumentos de salários, que podem ir até aos 14,6% no início do próximo ano para médicos em início de carreira. Os assistentes graduados terão um aumento de 12,9% e os assistentes graduados seniores podem ser aumentados em 10,9%. Este modelo ou «similar» será «aplicado a cada uma das carreiras médicas», disse o Ministério.

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, considerou que depois deste acordo «existem boas razões para acreditar que o coração do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está mais saudável». No entanto, do lado da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), não há concordância. A presidente desta Federação, Joana Bordalo e Sá, considera esta «proposta má para os médicos e para o SNS». A FNAM já disse inclusive que os «problemas nas urgências» continuam, dando mesmo o exemplo de Leiria.

«Há muitos outros serviços de urgência no país encerrados e outros funcionam com muita dificuldade. Isto tem muito a ver com o facto de não ter sido obtido um acordo muito satisfatório», sublinhou a responsável. A presidente frisou também que os médicos «continuam descontentes e este é o resultado».

Foto | DR

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