A Ur’gente – Associação de Utentes de Saúde, com sede no Alqueidão da Serra, elegeu, no início deste mês, novos órgãos sociais (ver lista abaixo), embora não haja grandes mexidas a realçar. João Gabriel, um dos impulsionadores da associação fundada em 2019 e até aqui tesoureiro, encabeçou a única lista que se apresentou a sufrágio, tendo sido eleito como novo presidente da direção, sucedendo assim a Ana Margarida Amado (falecida em março deste ano). Na Assembleia Geral para a eleição dos novos órgãos sociais participaram 40 sócios, 10 dos quais votaram por procuração, esclarece a Ur’gente, em informação enviada a O Portomosense.

Das várias preocupações que esta direção assume, o aumento da violência nos estabelecimentos de saúde é uma das que lhe merece maior apreensão. «É algo que está a acontecer muito pelo país todo e o nosso concelho não é exceção», revela o presidente da Ur’gente. Por isso, a associação pretende «apostar bastante» na prevenção da «violência verbal e física», dentro e fora das consultas, através da realização da campanha de sensibilização Respeita Quem Cuida. «Os utentes andam sem paciência e usam a violência verbal com muita facilidade. Perderam completamente o respeito por quem cuida deles», afirma. Das novidades que constam do plano de atividades para este mandato, há outra que salta à vista: a elaboração de um boletim do utente, com periodicidade trimestral, no qual serão dadas a conhecer «as atividades da associação», assim como outras informações relevantes.

Por outro lado, «sempre que a situação se agudize», a Ur’gente irá entrar em ação, «mobilizando a população e os autarcas para ações públicas de reivindicação» pelo acesso aos cuidados de saúde primários, sendo certo que também vai «sensibilizar a Administração Regional de Saúde para a resolução ou mitigação dos problemas» existentes. A associação vai ainda renovar o protocolo com a Escola Superior de Saúde de Leiria para «continuar o estudo sobre a perceção dos utentes» na qualidade dos serviços prestados.

Para já, a associação, que se apresenta como mediador social entre os utentes e o sistema de saúde, garante estar atenta à falta de médicos e revela que irá procurar «restabelecer contactos» com o Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Litoral, cuja direção também sofreu recentemente alterações. Durante este período de três anos, a Ur’gente espera ainda poder ver concretizado um desejo antigo para o concelho: o surgimento de uma segunda Unidade de Saúde Familiar.