A vacinação continua a decorrer no concelho de Porto de Mós e o presidente da Câmara, Jorge Vala, fez um balanço do processo na última Assembleia Municipal. «Tem estado a correr muito bem, até este momento [30 de abril] foram vacinados com a primeira e a segunda doses 2 616 pessoas», começou por referir. A equipa que está a trabalhar neste processo tem, «com as atuais condições no Centro de Vacinação de Porto de Mós, capacidade para vacinar entre 500 a 600 pessoas por dia», garante o autarca. Esta capacidade pode, no entanto, aumentar: «Se tivermos mais recursos humanos poderemos vacinar entre 800 a 1 000 pessoas por dia sem haver grande confusão. Aparentemente o processo não decorre nesse sentido, está a evoluir de uma forma um pouco diferente até porque tem associada a questão dos autoagendamentos».

O processo está a decorrer «com tranquilidade», mas o futuro «preocupa». «Vamos deixar de ter um processo como temos tido até agora em que os profissionais de saúde, em conjunto com os trabalhadores do Município, fazem o acompanhamento de forma sistemática, ou seja, são preparados antes os contactos, quando os contactos não estão atualizados no Centro de Saúde, é disparado um pedido para os presidentes de Junta que vão contactar pessoalmente, foi feita uma grelha de perguntas, nomeadamente se a pessoa precisa de transporte, uma solicitação para a pessoa vir à hora e isto tem resultado bem», frisa. Quando o contacto não é feito assim, o processo não corre tão bem: «Na vacinação dos professores e do pessoal não docente, o contacto foi feito apenas por SMS, houve muitas pessoas que não responderam e que ficaram em suspenso, depois teve que ser feito o contacto à medida que iam faltando, porque só na véspera é que os profissionais de saúde receberam as listagens para contactar». O autarca diz que estão a ser feitos esforços, até em contexto da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, para «manter o processo como está» porque «não havendo este trabalho de retaguarda, provavelmente vamos continuar a ter muitas pessoas que não vão responder, muita gente que se vai apresentar sem estar inscrita porque não respondendo não fica inscrita no processo automático, muita gente que provavelmente não tem os ficheiros corretos».

Jorge Vala aproveitou ainda para agradecer «aos profissionais de saúde pela forma empenhada e disponível como têm trabalhado», também aos «trabalhadores do Município, um conjunto vasto de trabalhadores alocados a este processo, aos bombeiros» de todas as corporações que têm estado presentes nos vários espaços destinados à vacinação. Por fim, um agradecimento «aos presidentes de Junta, que têm tido um papel fundamental porque eliminam todas as situações em que os ficheiros não dão resposta adequada»

Com Isidro Bento