Decorreu mais uma edição da Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), em Lisboa, entre os dias 25 de fevereiro e 1 de março, considerado o maior evento de turismo em Portugal e um dos mais relevantes a nível internacional, com mais de 1500 expositores e 85000 visitantes de todo o mundo.
Porto de Mós esteve representado, como sempre, juntamente com os restantes 9 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), no stand desta mesma região.
Tive a oportunidade de visitar duas vezes a presente edição e gostei de ver o que vi, porém, quando cheguei à nossa região, achei um stand muito confuso não só do ponto de vista da organização do espaço, mas também das informações à disposição dos visitantes.
Este ano a apresentação do stand foi dividida em três grandes balcões cada um com os seguintes eixos estratégicos: Turismo Industrial, Turismo de Natureza e Rota dos Castelos e Monumentos. Nestes mesmos balcões estavam expostos os concelhos que tinham este tipo de oferta para os visitantes/turistas, através de diversos materiais informativos. E só aqui se notava a confusão com mil e um folhetos que muitos nem sequer se enquadravam nos eixos já atrás mencionados, deixando uma imagem clara de completa desordem num stand que tinha muito pouco de funcional. Nem espaços específicos haviam destinados para os técnicos que as Câmaras Municipais levaram para promover os seus territórios, notando-se que alguns, e peço desculpa, só foram mesmo marcar presença e fazer número. Não sei de quem foi a ideia desta disposição, mas na minha opinião não funcionou e será bom rever este tipo de situações para participações futuras em feiras do setor. O melhor mesmo é ter espaços/balcões individuais dentro do próprio stand da região, destinados a cada município, e cada um valoriza e promove o que de melhor tem para oferecer.
Apesar dos 10 concelhos se darem a mostrar nas apresentações diárias que foram fazendo em direto, promovendo-se para além dos eixos definidos pela CIMRL, muitos devem ter feito um esforço gigante para conseguirem estar e mostrar o território, as pessoas e as experiências disponíveis. E isso é de louvar!
Todos nós sabemos que os efeitos das sucessivas tempestades que nos assolaram fortemente não ajudaram em nada na organização da presença em força da nossa região na BTL, pois as prioridades passaram a ser outras para além desta, e bem, porque primeiro estão as pessoas e o território e só depois o restante. Mas, ainda assim, há aspetos a melhorar para as próximas edições!


