O presente artigo serve como alerta para si, leitor do Jornal O Portomosense, como forma de memorizar e chamar a atenção sempre que identificar um erro que muitas vezes se verifica quando há a referência ao Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Muitas das vezes lê-se e ouve-se Serra de Aire e Candeeiros. Todavia, é um erro que se tem de corrigir porque, efetivamente, são duas serras, a Serra de Aire e a Serra dos Candeeiros, e, por isso, devem dizer-se e escrever-se no plural, como Serras de Aire e Candeeiros. Esta sim, é a forma correta de denominar o nosso parque natural. Se este artigo conseguir reverter a situação aqui retratada antes de se afirmar que é uma só serra, já é um bom sinal de que realmente vale a pena escrever este tipo de artigos e alertar para pequenas coisas que fazem toda a diferença. Como curiosidade, a Serra de Aire situa-se entre as cidades de Tomar, Ourém e Torres Novas, com uma altitude máxima de 679 metros. Já a Serra dos Candeeiros apresenta uma altitude máxima de 485 metros, sendo a serra do distrito de Leiria e de parte do distrito de Santarém. Tem na sua constituição numerosas grutas, constituindo habitats favoráveis à presença de morcegos, que são o símbolo do PNSAC (Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros). É ainda rica pelo calcário de cor clara, utilizado na construção da calçada portuguesa. As duas serras juntas fazem parte do Maciço Calcário Estremenho.
Por fim, aproveite e desfrute do que de bom as Serras de Aire e Candeeiros têm para oferecer, desde a gastronomia, às tradições e cultura, até ao património natural e arquitetónico, mas por favor, evite chamar Serra de Aire e Candeeiros, porque não é esse o nome correto e as serras são duas e não uma só.

