Autarquia – Fecho de um ciclo

8 Novembro 2025

No dia que hoje termina, dei comigo a pensar que ao fim de seis mandatos deixei de pertencer a um órgão executivo autárquico.

Foram, sem dúvida, mais de 20 anos onde muita coisa aconteceu. Contribui para muitas realizações. Muitas delas que me enchem de orgulho por ter contribuído de forma positiva para a nossa comunidade, outras nem por isso, mas saio deste ciclo com aquilo que sempre tentei passar aos meus filhos. De consciência tranquila e com a única riqueza que se deve pedir a quem quer participar na vida pública – conhecimento!

Agora uma nova etapa começa. Participar na vida da comunidade por via da Assembleia Municipal. Aceito esta nova missão com o mesmo entusiasmo e propósito com que sempre estive. Fazer o bocadinho que me cabe para a melhoria da minha comunidade. É óbvio que nesta vida é uma impossibilidade agradar a todos, mas se cada um fizer o seu bocadinho deixaremos para as gerações vindouras mais do que recebemos.  

Se nesse caminho optarmos não, por agradar a todos, mas sermos honestos connosco sairemos (quando for caso disso), certamente, de cabeça levantada e uma vez mais com o melhor de tudo. Razões para uma sã conversa com a nossa cabeceira.

Podia e se calhar devia fazer um exame público sobre o que de positivo saiu das minhas acções e acima de tudo assumir os erros que fui fazendo, no entanto, prefiro deixar essas análises para outros que terão maior objectividade na matéria.

Tendo, ainda, em conta o dia de hoje, o mais importante é formalizar um desejo junto de todos os recém empossados nos vários Executivos do nosso Concelho – Juntas de Freguesia e Câmara Municipal – Que façam todos, o seu bocadinho!

Foi com atenção que ouvi o discurso proferido pelo reconduzido Presidente de Câmara, Jorge Vala, onde aponta os pilares para este novo mandato revendo-me em alguns, nem tanto em outros, mas também apreensivo perante o aparente esquecimento de uns quantos – pelo menos dois – Saneamento básico e uma profunda renovação da decrépita rede de águas do Concelho. Mas como bem sabemos ser líder de um qualquer Executivo requer a tomada de opções e sendo aquelas as opções do actual Executivo terei que as respeitar concorde ou não com elas. 

Trata-se apenas e só de respeitar a vontade popular expressa de forma bem clara nas passadas eleições autárquicas de 12 de Outubro. O que faço com o maior sentido democrático.

Pela parte que me toca resta-me participar nas Assembleias Municipais, devidamente preparado, em defesa daquilo em que acredito e ficar atento ao desenrolar dos acontecimentos.

Por agora resta-me apresentar publicamente os votos de um bom trabalho a todos os Órgãos Autárquicos recém empossados.