Quem circula pela região, não fica alheio a uma planta que, podemos dizer, até é bonita, mas com efeitos altamente gravosos. Gravosos para a saúde e igualmente gravosos para o equilíbrio do ecossistema. Trata-se de uma planta conhecida por Erva das Pampas ou Cortaderia Selloana. É uma planta originária da América do Sul, daí o nome Pampas. Com muita facilidade, tem vindo a multiplicar-se de forma exponencial um pouco por todo o País. No Concelho de Porto de Mós, assume já uma dimensão deveras preocupante como planta invasora que a caracteriza.
É uma espécie invasora altamente prejudicial para a biodiversidade, com uma capacidade de propagação enorme, tendo em conta que cada planta pode produzir milhares de sementes em forma de plumas, facilmente levadas pelo vento, aparecendo já um pouco por todo o lado. Igualmente prejudicial para a saúde provocando alergias respiratórias para além de ser perigosa para quem lida com ela. As suas folhas são autênticas lâminas de corte.
O facto de se tornar uma planta com grande carga térmica, quando seca, altamente perigosa para os incêndios.
O Concelho de Porto de Mós não é excepção e devemos estar preocupados. Basta olhar em redor quando circulamos por aí. A planta identifica-se com facilidade e, em alguns casos, já com concentrações muito elevadas. Pode ser vista até em jardins como planta ornamental, mas a maioria dos casos em terrenos agrícolas competindo com espécies autóctones tornando-os incultiváveis e improdutivos.
É urgente reduzir a sua propagação que pode ser feita através do arranque antes da formação das sementes e, em casos mais radicais, a única forma de controlar a espécie, é através da aplicação de herbicidas sistémicos, (glifosato) utilizado com as regras de segurança rigorosas recomendáveis.



