Inteligência Artificial, uma máscara para a falta de aptidão natural?

25 Agosto 2026

Já por várias vezes me socorri destas páginas para abordar a crescente influência da Inteligência Artificial no nosso quotidiano, e pretendo continuar a fazê-lo pelos próximos tempos. Acho que é uma forma justa e honesta de deixar por escrito aquilo que me vai na alma à medida que tento compreender um pouco melhor esta nova era. Talvez até me venha a rir, ou a corar de vergonha, quando um dia revisitar estes mesmos artigos opinativos, mas tudo bem. Como em tudo na vida, procuro não ter certezas absolutas sobre nada. Há que deixar sempre uma fresta que, mais tarde, me permita explorar o contraditório. Mas voltando ao tema, que o espaço é curto. Embora faça muita coisa extra-Internet, passo grande parte do meu dia ligado a ela e não posso deixar de reparar nas centenas de conteúdos criados com IA sem qualquer tipo de etiqueta que o assuma. E falo apenas naqueles que identifico num abrir e fechar de olhos. Não quero é imaginar a data de informação que por mim passa com dedo artificial sob forma humanizada. Volto a frisar que não estou contra o uso da IA. Eu próprio o faço. Ao princípio recriminava-me, mas hoje tento adestrá-la o melhor possível para sistematizar processos que, doutra forma, me levariam horas a completar. Usar a Inteligência Artificial a nosso favor é isso mesmo, ser inteligente, mas há um “mas”… Chateia-me o uso abusivo do bicho, principalmente quando se deixa de ter em conta que ele próprio também falha. A culpa não é da tecnologia se nós publicamos algo feito por ela a nosso “mando”. São por demais os casos de uso de IA para disfarçar a falta de aptidão natural. Mais nas redes sociais, é certo, mas já se começam a ver um pouco por todo o lado. Portanto, diria que o melhor é seguir cauteloso, filtrando ao máximo tanto aquilo que procuro, como o que me é impingido pelos algoritmos, pelo menos enquanto ainda dá. Ah, só mais uma coisa. Este artigo não foi escrito com ajuda da IA.