Rui Marto

Mira de Aire – Porque é urgente

15 Maio 2026

Nestes últimos tempos temos assistido a umas tomadas de decisão, ou melhor, não decisões que são DECISÃO de nada fazer que em nada abonam em relação à Vila de Mira de Aire, alimentando diariamente a imagem de “Cova da Moura” cá do sítio. 

Dada a sua situação, a última coisa que a Vila precisa é essa imagem. O que a Vila precisa é que seja passada a imagem real. Uma comunidade ativa, que honra os seus antepassados e se une em prol da sua Mira (Grande), uma comunidade que muito deu ao Concelho, que tem e quer dar muito mais mas, neste momento, precisa de ajuda.  

Como pessoa que para além das responsabilidades públicas que lhe foram confiadas, o autor, sendo parte “da gente que cá nasceu”, não pode e, muito menos, quer, aceitar e alhear-se desta situação que é tolerada de forma impávida e serena, por parte das entidades oficiais (Câmara Municipal e Junta de Freguesia) que nenhuma solução apresentam, para além de um desfiar de ideias avulsas, Propaganda, que nada acrescenta à Vila e muito menos resolve problemas. Nem sequer apresentam potencial para isso!

Numa análise ao que tem sido sucessiva e repetidamente anunciado, continuamos a ouvir falar de ARU, ALE, Saneamento, Superfície comercial, Espaço de Cowork, Campo da Fiandeira, Melhoria do acesso Grutas – EN 243, centro interpretativo do Polje, entre muitas promessas. 

Para compor o ramalhete tivemos a rotura da principal ligação da Vila ao exterior, nomeadamente, a EN243 que tantos transtornos causa no interior da Vila, agora acrescenta-os fora da mesma sobrecarregando os Mirenses nas suas deslocações. 

Como escrevia a Vila de Mira de Aire tem, como as outras, os seus problemas, mas as entidades Câmara e Junta têm a obrigação de fazer mais. Muito mais!

O atual cenário não pode continuar. Se há problemas de segurança que se resolvam, se há problemas de habitação que se intervenha, se há problemas de integração de comunidades que se trabalhe essa área. Sempre com programas devidamente pensados. Se forem necessárias câmaras de vigilância que se coloquem sem tornar a Vila num cenário de Big Brother. Mas “faça-se e faça-se rápido”!

Por isso e porque não tenho mais espaço, tal como se fez na Assembleia Municipal, apela-se sentidamente aos executivos para que deixem de se apresentar como Calimero. É preciso encarar os problemas de frente e arregaçar as mangas e lançar-se ao trabalho.

Do hino de Mira de Aire consta “teus filhos querem-te grande” por isso NÃO se hesita em lançar este alerta.