No mês em que a Rádio Dom Fuas comemora 38 anos, finalmente temos a cobertura total do nosso concelho com o aumento do espectro na frequência 91.9 Mhz. Esta frequência irá chegar principalmente aos habitantes da União de Freguesias de Arrimal e Mendiga, tantos anos privados de ouvir condignamente a Rádio da sua terra, a Dom Fuas.
Com este passo certamente que iremos captar a atenção desses “fregueses”, assim como chegar e difundir o que se passa em Porto de Mós a outros concelhos limítrofes.
Com este passo fecha-se um círculo iniciado nas Pedreiras pelo “pai” desta Rádio, Luís Oliveira, que certamente se sentirá orgulhoso, assim como todos os que de uma forma ou outra passaram e continuam a trabalhar e colaborar com esta casa.
Mas nem tudo são rosas. Para avançar com estes projetos é necessário que os cooperantes se juntem a nós, pois no fundo são eles que nos elegeram para comandar este barco. É um facto que esta direção sente uma grande falta dos seus cooperantes na vida da instituição, pois as Assembleias Gerais têm pouca adesão, o que torna difícil a gestão da casa. É tão necessária massa crítica como sugestões para darmos seguimento ao projeto Rádio e Jornal.
Estamos em tempo das Festas de São Pedro e iremos com certeza levar aos ouvintes da rádio e leitores d’O Portomosense o que por lá se irá passar, agora melhor e mais longe.
A vida é feita de sonhos e tem sido com determinação que os temos realizado, também com o apoio dos assinantes, das instituições do concelho, empresas que acreditam em nós para chegarem aos seus clientes. Que daqui a um ano possamos estar a escrever nestas linhas que outro projecto nascera dentro desta cooperativa.
Nestas Festas de São Pedro fica o convite para visitarem o nosso estúdio instalado na Exposição Comercial.
E para terminar, um poema de António Gedeão, que bem revela o nosso sentimento:
Eles não sabem que o sonho
É uma constante da vida
Tão concreta e definida
Como outra coisa qualquer
Como esta pedra cinzenta
Em que me sento e descanso
Como este ribeiro manso
Em serenos sobressaltos
Como estes pinheiros altos
Que em verde e oiro se agitam
Como estas aves que gritam
Em bebedeiras de azul
Eles não sabem que sonho
É vinho, é espuma, é fermento
Bichinho alacre e sedento
De focinho pontiagudo
Em perpétuo movimento
Eles não sabem que o sonho
É tela, é cor, é pincel
Base, fuste ou capitel
Arco em ogiva, vitral,
Pináculo de catedral,
Contraponto, sinfonia,
Máscara grega, magia,
Que é retorta de alquimista
Mapa do mundo distante
Rosa dos ventos, infante
Caravela quinhentista
Que é cabo da boa-esperança
Ouro, canela, marfim
Florete de espadachim
Bastidor, passo de dança
Columbina e arlequim
Passarola voadora
Pára-raios, locomotiva
Barco de proa festiva
Alto-forno, geradora
Cisão do átomo, radar
Ultra-som, televisão
Desembarque em foguetão
Na superfície lunar
Eles não sabem nem sonham
Que o sonho comanda a vida
E que sempre que um homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos duma criança
O Conselho de Administração