«Energias positivas, equilíbrio físico, mental e espiritual». Estas foram algumas das palavras-chave utilizadas pela coordenadora do Núcleo de Porto de Mós da Associação Portuguesa de Reiki, Mónica Bértolo, para explicar os benefícios da terapia energética. O tema da sessão estava direcionado para as vantagens do Reiki para os seniores, no entanto, segundo a coordenadora, esta prática tem benefícios para a população em geral, pelo que pode ser feita a qualquer pessoa, independentemente da faixa etária.

Na apresentação, a formadora, começou por explicar que Reiki significa «energia universal» e é com «essa mesma energia que ele trabalha». A prática desta técnica é feita com a imposição das mãos, por cima do corpo da pessoa, «com ou sem toque», afirmou a responsável, que fez questão de, no final da sessão praticar Reiki, chamando um voluntário ali presente. Após uns minutos de silêncio e de a coordenadora ter terminado a prática, o voluntário revelou «sentir paz e tranquilidade». Esta sensação foi explicada pela formadora como um dos benefícios da terapia, no entanto, além do relaxamento, o Reiki tem a capacidade de «equilibrar as emoções, diminuir o stress, medos e ansiedade e tende ainda a melhorar a autoestima, dando ânimo e alegria», adiantou. «Por isso é que o Reiki pode ser tão importante para seniores que apresentam, muitas vezes, sinais de solidão, tristeza e saúde comprometida», completou Mónica Bértolo. Definida também como uma terapia complementar já reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, o Reiki pode ajudar a controlar efeitos secundários da medicação, contribuindo também para outros tratamentos de doenças, revelou Mónica Bértolo.

«Reiki é uma filosofia de vida, é amor incondicional», descreve a coordenadora que pratica esta técnica há cerca de oito anos. No final, Mónica Bértolo convidou os presentes a fechar os olhos e a dizer os cinco princípios do Reiki. Esta foi mais uma das várias conferências realizadas no âmbito da 4.ª edição da Feira da Saúde e Bem Estar, promovida pelo Município de Porto de Mós.

Foto | Rita Santos Batista