Rui Marto

Que seja um Ano Novo diferente

11 Janeiro 2026

Dia 26 de Dezembro, dia seguinte ao Natal de 2025 e já tudo se encaminha para o Ano Novo que surge a alta velocidade.

Começam, as mensagens de felicidades para o próximo ano. Elas aparecem-nos de toda a maneira e feitio por tudo quanto é canto e esquina. Sinal dos tempos!

Não será este o lugar certo para expor ou desejar aos leitores os meus anseios para o próximo ano, mas como não poderia deixar de ser há áreas que nos incomodam mais e tenho que aqui fazer uma espécie de inventário, nomeadamente, nos serviços que nos dão a ideia de estarmos num estado organizado.

Saúde para as famílias. Saúde para todos – Como sabemos sem saúde nenhuma das outras vertentes tem relevância pois esta será sempre a primeira das primeiras.

Este tem sido, talvez, o ponto mais discutido na política concelhia e do País. Por incrível que pareça, e apesar das enormes quantidades de dinheiro despejadas sobre o assunto, para melhor, nada muda. Só se for para pior! 

São as horas infindáveis para sermos atendidos nos hospitais. Procurando substituir essa deslocação por uma ida ao “entro de saúde” cá do burgo, raramente, as notícias são melhores. Poucas consultas, salas cheias, paciência a esgotar. Por fim solução de recurso que devia funcionar mas que talvez funcione. Recurso às unidades privadas que prestam este tipo de cuidados. Em Porto de Mós temos até o Plano de Saúde que custa uma boa quantia ao Município e que, pelo menos, nas vertentes mais básicas devia dar resposta eficaz, devia retirar doentes dos hospitais e devia deixar as pessoas descansadas com a tal fuga às tais infecções respiratórias. Todos ficariam a ganhar. Nada mais falso! Consultas ao domicilio quando e só quando der jeito ao prestador de serviços. 

Serviço de Finanças – Completamente abandonado. Há alguns serviços de manhã, outros de  tarde, outros quando houver senha, pelo que se tivermos dois assuntos para tratar teremos que perder segunda fracção do dia em trabalho. Os funcionários são cada vez menos. 

Conservatória – Também aqui parece que só um grande esforço dos funcionários permite não estarmos completamente a zeros. Respostas a situações que só podem ser tratadas aqui não são dadas (resposta oficial – não há Conservador!). Celeridade dos processos. Não existe! Cidadãos e investidores abandonados!

Habitação – Cada vez mais difícil entender alguns problemas levantados por quem os devia resolver (Câmara Municipal).

Situação do Banco em Mira de Aire – É o corolário do abandono a que as nossas gentes estão votadas. A solução apresentada não passa de propaganda disfarçada com remendo mal amanhado. 

Faço votos para que 2026 apague esta triste imagem de 2025