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	<title>Câmara de Porto de Mós | Jornal O Portomosense</title>
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	<description>Atualidade, Economia, Cultura, Desporto, Saúde, Sociedade, Educação, Artigos de Opinião. O jornal de Porto de Mós. Desde 1983.</description>
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	<title>Câmara de Porto de Mós | Jornal O Portomosense</title>
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		<title>Porto de Mós propõe solução alternativa para o traçado do TGV no concelho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isidro Bento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2025 08:39:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Cumeira de Cima]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara de Porto de Mós vai defender, no seu parecer sobre o traçado da linha ferroviária de alta velocidade, que o atravessamento do concelho seja feito por um troço que, supostamente, juntará o melhor das duas soluções alternativas que constam do estudo prévio. O Município, embora não concordando com nenhuma delas, mas tendo a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara de Porto de Mós vai defender, no seu parecer sobre o traçado da linha ferroviária de alta velocidade, que o atravessamento do concelho seja feito por um troço que, supostamente, juntará o melhor das duas soluções alternativas que constam do estudo prévio.</p>
<p>O Município, embora não concordando com nenhuma delas, mas tendo a noção de que por se tratar de um «projeto classificado como de interesse nacional» será impossível evitar que a linha passe pelo concelho, opta pelo mal menor. Em vez de rejeitar ambas as propostas, pega nelas e dá-lhes uma configuração diferente, a chamada solução C. Como, de facto, «não é um troço novo» e «até é mais a direito», Jorge Vala confessa a esperança de que a ideia seja bem acolhida pela entidade responsável.</p>
<p>A proposta de parecer foi apresentada e discutida na última reunião de Câmara pública, tendo o presidente começado por fazer um resumo do traçado e dos constrangimentos locais relativos às duas soluções inicialmente propostas.</p>
<p>«A solução A tem uma entrada na freguesia do Juncal a nascente da Cumeira de Cima e que tem impacto sobre a Reserva Agrícola e a Reserva Ecológica Nacional mas não tem impacto naquilo que, para nós, deve estar em primeiro lugar, que é o bem-estar das populações, nomeadamente, garantir uma distância razoável ao casario existente por forma a que a linha de alta velocidade não seja um ponto de transtorno para a qualidade de vida destas pessoas» realçou o autarca.</p>
<p><strong>Haverá sempre casas afetadas</strong></p>
<p>De acordo com o responsável autárquico, a solução A entra numa zona da Cumeira que será «aceitável» precisamente «sob o ponto de vista da qualidade de vida das pessoas». A maioria das habitações estando fora da faixa de 200 metros de afastamento, para cada lado, em relação à linha, «estarão minimamente protegidas» mas haverá outras “atravessadas” pela linha e essas não estão de maneira alguma salvaguardadas, até porque mesmo sendo em túnel descoberto põe em causa mais de 50 habitações».</p>
<p>Relativamente à solução B, «esta entra na parte do Andam já mais a poente, portanto, não tem uma afetação direta sobre o tecido habitacional da Andam &#8211; Casal do Alho mas tem um problema que é a entrada na Cumeira. Entra em túnel e a linha em si, diretamente, afeta duas ou três casas mas ficam muitas dentro da faixa de 200 metros, sobretudo para nascente da Cumeira». «Esta é uma solução que também vamos pôr em causa, uma vez que afeta uma parte da população da Cumeira. É um número de casas inferior mas também afeta», diz o autarca.</p>
<p><strong>Solução C junta o melhor da A e da B</strong></p>
<p>Perante estes dois cenários a Câmara vai propor uma solução C que, no entender de Jorge Vala, «é fazível e aceitável». A proposta passa então por haver um ponto de encontro entre a solução A e a solução B, sendo que na A entra-se no concelho, a sul, a poente da Cumeira de Cima, afastando-se mais das casas. Depois a meio apanha-se a B, afastando-se a linha para poente do Andam voltando, assim, a afastar-se (agora naquela zona) da zona habitacional. «Resta agora perceber para trás e para a frente se isto é possível porque não podemos ter opinião sobre aquilo que vai acontecer nos outros concelhos», alertou.</p>
<p>Jorge Vala frisa que o que se pretende com a solução C é a defesa do bem-estar das populações tendo a perfeita noção que para isso acontecer haverá um conjunto vasto de propriedades agrícolas que serão afetadas. Em contrapartida, as reservas e captações de águas ficarão mais salvaguardas.<br />
«Eu não posso garantir que com esta conjugação das soluções A e B não vamos afetar também o bem-estar das populações, sobretudo a sua subsistência, porque há muita gente aqui que vive da agricultura, mas, pelo menos, as suas casas e os seus quintais não serão afetados», frisou. «Em suma, damos parecer desfavorável às duas alternativas como foram apresentadas, mas temos uma alternativa que não altera em nada o grosso dos dois traçados», concluiu.</p>
<p><strong>“Mais importantes </strong><strong>que os terrenos </strong><strong>são as pessoas”</strong></p>
<p>Por parte dos vereadores do PS interveio Rui Marto que, em nome dos três, assumiu concordar por inteiro com a proposta de “fundir” as alternativas A e B e apresentar como resultado disso, uma alternativa C. O vereador socialista mostrou-se também em plena sintonia com o presidente da Câmara nesta matéria ao reconhecer que mesmo que a solução C venha a ser aceite isso afetará negativamente muitas propriedades agrícolas. No seu entender. numa situação normal tanto a Reserva Agrícola Nacional como a Reserva Ecológica Nacional devem ser respeitadas, no entanto, esta, no seu entender, não será de todo uma situação normal pelo que «antes dos terrenos, têm de estar as pessoas». Dito de outra forma, a palavra de ordem poderá resumir-se em “sacrifiquem-se os terrenos, salvaguarde-se o maior número possível de moradias familiares”.</p>
<p>Rui Marto aproveitou, ainda, para questionar o presidente da Câmara se foi feito algum contacto e ou trabalho prévio tanto com o Município de Alcobaça, como ao nível da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) no sentido de tentar compatibilizar propostas de traçado porque a solução que será melhor para uns, poderá não ser exatamente a melhor para os outros.<br />
Em resposta, Jorge Vala disse que cada um dos municípios está, naturalmente, a fazer o seu “trabalho de casa”, sendo que no caso dos que integram a CIMRL e são afetados (Porto de Mós, Leiria, Marinha Grande e Pombal) estaria marcada para daí a poucos dias uma reunião entre os quatro, precisamente, para discutir o assunto e tentar articular posições.</p>
<p><strong>Foto | Isidro Bento</strong></p>
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		<title>Perímetro de proteção à água das Termas Salgadas estende-se ao concelho de Porto de Mós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isidro Bento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 08:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Batalha]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Portuguesa do Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Vala]]></category>
		<category><![CDATA[Ribeira de Baixo]]></category>
		<category><![CDATA[Rui Marto]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Câmara de Porto de Mós garantiu na última reunião pública daquele órgão autárquico que o perímetro de proteção da água mineral natural das Termas Salgadas nas Brancas (Batalha), o único “constrangimento” que poderá trazer a alguns moradores da Ribeira de Baixo será o de terem de solicitar autorização prévia da Agência Portuguesa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Câmara de Porto de Mós garantiu na última reunião pública daquele órgão autárquico que o perímetro de proteção da água mineral natural das Termas Salgadas nas Brancas (Batalha), o único “constrangimento” que poderá trazer a alguns moradores da Ribeira de Baixo será o de terem de solicitar autorização prévia da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) caso queiram fazer algum furo artesiano nas suas propriedades.</p>
<p>Em resposta ao vereador, Rui Marto (PS) que, em reunião anterior, o questionara sobre o assunto, o responsável autárquico reconheceu que na altura desconhecia a existência do referido perímetro, pelo que decidiu contactar a Câmara da Batalha no sentido de obter a informação pedida.</p>
<p>«Trata-se de um plano de salvaguarda apenas para recursos hídricos e que tem a ver com a proteção da mina de sal que existe na zona. Ainda de acordo com a informação da Câmara da Batalha, todos os furos dentro dessa área de proteção apanham o tal recurso hídrico que tem água salgada, portanto, nem sequer é boa para consumo», disse o autarca assegurando não haver, na zona de fronteira com o concelho da Batalha, na área pertencente à Ribeira de Baixo, «qualquer tipo de reserva ou de condicionante, por exemplo a nível da construção», imposta por via do referido perímetro de proteção.</p>
<p><b>&#8220;Vamos acreditar que seja mesmo assim&#8221;</b></p>
<p>Rui Marto agradeceu os esclarecimentos prestados afirmando, contudo, não achar que «é assim tão simples como parece». «Vamos acreditar naquilo que a Câmara da Batalha diz, mas tanto quanto eu consegui ver na publicação que cria o referido perímetro pode, inclusive, haver situações a nível agrícola que possam ser impedidas com o uso de determinado tipo de fertilizantes e elementos associados, ou haver problemas caso se pretenda abrir uma fossa sética», respondeu o autarca socialista.</p>
<p><b>O que diz a Portaria<span class="Apple-converted-space"> </span></b></p>
<p>A proposta de delimitação do perímetro de proteção «foi apresentada pela Câmara Municipal da Batalha enquanto titular do contrato de concessão de exploração da água mineral natural denominada “Termas Salgadas da Batalha” lê-se na portaria n.º 286/2024/1, de 5 de novembro, de 2024, assinada pela secretária de Estado da Energia, Maria João Colunas Pereira.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Na sequência disso foram definidas três zonas de proteção, cada uma com um grau diferente. A zona de proteção imediata e que corresponde no essencial à zona de exploração da água e a uma pequena área ao seu redor, é aquela que concentra todas as proibições, nomeadamente, a da realização de operações urbanísticas e de quaisquer intervenções naquela, ainda que isentas de controlo prévio; as sondagens e trabalhos subterrâneos; a realização de aterros, desaterros ou de outras operações que impliquem ou tenham como efeito modificações no terreno; a utilização de adubos orgânicos ou químicos, inseticidas, pesticidas ou quaisquer outros produtos químicos; a descarga de águas residuais e o abandono ou deposição de resíduos; agropecuária, a suinicultura, a pastorícia intensiva e atividades similares, e a execução de infraestruturas de drenagem, recolha e tratamento de águas residuais.</p>
<p>Segundo a legislação em vigor ficam ainda condicionados «a prévia autorização das entidades administrativas competentes o corte de árvores e arbustos, a destruição de plantações e a demolição de construções de qualquer espécie». Na zona de proteção intermédia já é permitido fazer todas essas atividades desde que fique comprovado «que delas não resultam quaisquer danos para a conservação ou exploração do recurso» e haja a respetiva autorização por parte das entidades competentes. Por seu turno, na zona alargada, a haver condicionalismos estes só podem ser criados por despacho do membro do Governo responsável pela área da geologia, com fundamento nos riscos de interferência ou contaminação do recurso hidromineral, o que para já, não aconteceu.</p>
<p>Tanto quanto O Portomosense consegue descortinar na cartografia que acompanha a portaria, o território do concelho de Porto de Mós abrangido pelo perímetro de proteção corresponde à zona de proteção intermédia.</p>
<p><strong>Brancas poderão voltar a ter termas</strong></p>
<p>Reativar as Termas Salgadas, a estância termal que existiu nas Brancas, é uma ambição da Câmara da Batalha desde há, praticamente, três décadas, no entanto, do sonho à realidade pouco se avançou. Embora a autarquia batalhense não o admita publicamente, a criação recente do perímetro de proteção da água mineral natural daquelas termas será sinónimo de um interesse real em avançar com esse projeto, até porque o pedido foi feito, precisamente, pela Câmara enquanto titular do contrato de concessão de exploração.</p>
<p>De acordo com o semanário Região de Leiria, na sua edição de 15 de dezembro de 2024, o executivo municipal da Batalha tem em estudo a possibilidade de abrir um concurso para a «concessão de um hotel com acesso e exploração da área termal».</p>
<p>As Termas Salgadas funcionaram até aos anos 50 do século passado no espaço que, anos depois, viria dar lugar ao Hospital das Brancas, sendo que as suas águas eram usadas sobretudo no tratamento de doenças das vias respiratórias e reumatismo.</p>
<p>De acordo com informação disponível no site da Direção Geral de Energia e Geologia, a concessão das Termas Salgadas da Batalha corresponde a 84,68 hectares, datando o contrato de concessão de 17 de setembro de 2009. Em termos da qualidade da água, as análises mais recentes disponíveis (22 de fevereiro de 2008) apontam para uma água cloretada, sendo na sua composição principal cloretada sódica, e secundária, sulfatada. Em termos de mineralização é hipersalina. Tem mineralização total de 32500 mg/L; pH 7,2; temperatura 19,1⁰C, e condutividade elétrica 43500 µS/cm.</p>
<p><b>Foto | Isidro Bento</b></p>
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		<item>
		<title>Mais um ano para concluir Plano de Salvaguarda do Campo Militar de São Jorge</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isidro Bento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jan 2025 08:10:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calvaria de Cima]]></category>
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		<category><![CDATA[Câmara de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Campo Militar de São Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Diretor-Geral do Património Cultural]]></category>
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		<category><![CDATA[Plano de Salvaguarda do Campo Militar de São Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[São Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[TESTE]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara de Porto de Mós aprovou na sua última reunião pública a prorrogação, por um ano, do prazo de elaboração do Plano de Salvaguarda do Campo Militar de São Jorge. «Nós temos a hipótese [legal] de prorrogar por mais um ano o prazo e há relativamente pouco tempo foi isso que o Diretor-Geral do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara de Porto de Mós aprovou na sua última reunião pública a prorrogação, por um ano, do prazo de elaboração do Plano de Salvaguarda do Campo Militar de São Jorge. «Nós temos a hipótese [legal] de prorrogar por mais um ano o prazo e há relativamente pouco tempo foi isso que o Diretor-Geral do Património Cultural nos solicitou que fizéssemos», justificou o presidente da Câmara, Jorge Vala, aquando da apresentação deste ponto da ordem de trabalhos.</p>
<p>De acordo com o autarca, «o Diretor-Geral tem uma proposta para ir para discussão pública», proposta essa que, contudo, disse ainda não conhecer. «Quando a receber, os senhores vereadores irão recebê-la também para que a conheçam antes de ir a reunião de Câmara», prometeu, mostrando-se confiante de que será possível no próximo ano chegar a acordo e «obter a validação da Direção-Geral do Património Cultural (DRCC) para que, finalmente, o problema se resolva» e o Campo Militar de São Jorge tenha o ambicionado plano de salvaguarda.</p>
<p><b>“Avisámos que era pouco tempo”</b></p>
<p>No decorrer da discussão da proposta, o vereador do Partido Socialista (PS) Rui Marto mostrou-se<span class="Apple-converted-space">  </span>menos otimista. O autarca lamentou que os vereadores do PS, que «por vezes (ou vezes demais) são acusados de nunca terem nada para acrescentar e de só criticarem», tenham proposto como prazo de execução 36 meses [por acharem insuficientes os 18 aprovados] e este não tenha sido aceite. Afinal, lamentou o vereador, «até os 36 continuavam a não ser suficientes. Já vamos em quatro anos e dois meses e agora ainda vamos ter mais 12 meses&#8230;».</p>
<p>Rui Marto frisou que tal como já o manifestaram, os vereadores do PS «estão sempre disponíveis para ajudar a resolver esta situação» mas consideram que «não se propõe uma coisa para 18 meses e depois passa para 36 e de 36 passa para 46 e, eventualmente, para 48». «Faz lembrar uma senhora mais ou menos bem vista e ligada à área da Cultura que me perguntou uma vez se alguma vez vi um plano destes em menos de seis anos. Esperemos e faço votos para que neste ano [correspondente ao prazo de prorrogação] seja feito<span class="Apple-converted-space">  </span>e eu veja», afirmou.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Tendo em conta «o que foi prometido e não cumprido», Rui Marto realçou que os vereadores do PS se sentiam «na obrigação de mostrar um cartão amarelo», abstendo-se aquando da votação.</p>
<p>Em resposta, o presidente da Câmara deixou também claro o seu desconforto com o atraso registado. O autarca começou por dizer que se o plano não se fizer no próximo ano, não se fará consigo. Depois, deixou bem vincado que «a Câmara de Porto de Mós não está disponível para estourar mais 50, 60 ou 70 mil euros e mais 15 ou 20 mil em cartografia só porque alguém entendeu ir por esse caminho, quase por capricho, e não permitir que o processo andasse». «O Campo Militar de São Jorge e a população local merecem ter um tratamento diferente», afirmou.</p>
<p>«O Campo Militar precisa deste plano e a população de São Jorge precisa que seja a Câmara, em conjunto com elas e com a Junta de Freguesia, a decidir sobre o futuro de São Jorge», prosseguiu o responsável autárquico.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>«Quando olhamos para um território é na perspetiva de o valorizar e de quem lá vive. É sempre com o intuito de resolver problemas e quando há entidades que olham na perspetiva de dificultar a sua resolução, estamos conversados», afirmou com algum desalento. Assim, disse Jorge Vala, «aceito bem o cartão amarelo mas não o aceito de maneira nenhuma para mim. Não pude fazer mais, nem consegui fazer mais. O processo está parado, tem estado parado, e ainda assim temos ido a Lisboa tentar desbloqueá-lo».</p>
<p><b>De ano e meio para quase cinco&#8230;</b></p>
<p>O Plano de Salvaguarda do Campo Militar de São Jorge de Aljubarrota (como é designado oficialmente) é um processo que se arrasta há quase cinco anos mas a intenção camarária de dotar a terra de um instrumento que defina, afinal, o que é que se pode ou não fazer numa localidade que tem no seu interior um monumento nacional de grande valor simbólico é até anterior a isso.</p>
<p>Em 30 de janeiro de 2020, a Câmara decidiu revogar a deliberação de 26 de junho de 2019 daquele órgão autárquico que determinava a elaboração do Plano de Salvaguarda de São Jorge e na mesma data decidiu iniciar o procedimento de elaboração do Plano de Pormenor do Campo Militar de São Jorge de Aljubarrota assim que fossem aprovados os termos de referência. Essa aprovação, que implicava o prévio parecer favorável da Direção-Geral do Património Cultural, só veio a acontecer a 4 de setembro de 2020. Na mesma data em que se deliberou dar início ao processo de elaboração do plano, estabelecendo que deveria ter um prazo de execução de 18 meses, foi decidido também estabelecer «um prazo de 15 dias para a participação pública preventiva».<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>A deliberação foi publicada em Diário da República a 14 de outubro de 2020. A adjudicação da prestação se serviços à empresa<span class="Apple-converted-space">  </span>aconteceu ainda antes, a 29 de setembro de 2020. O Plano deveria estar pronto em abril de 2022, mas não estava, e como não estava, o executivo, segundo parecer dos serviços técnicos, deliberou em 12 de abril de 2022 prorrogar o prazo de execução por 18 meses. Um dos argumentos usados para justificar o atraso e a necessidade de estender o prazo por mais um ano e meio foi «a exigência e complexidade dos trabalhos a efetuar no terreno» que «demandam um elevado número de horas». O outro, «a impossibilidade de se efetuarem os exaustivos levantamentos de campo durante os vários períodos de confinamento e de condicionamento associados à pandemia da covid-19». Aquando da votação, os três vereadores do PS optaram pela abstenção, considerando escasso o novo prazo.</p>
<p><b>Prazo volta a não<span class="Apple-converted-space"> </span></b><b>ser cumprido</b></p>
<p>O Plano deveria estar pronto em novembro de 2023 mas, mais uma vez, o prazo não foi cumprido. Desta vez, a justificação da empresa é mais complexa. Começa por referir «a grande extensão da área de intervenção com cerca de 168 hectares e 362 edifícios, distribuídos por 25 quarteirões, e a dificuldade do rigoroso conhecimento em tempo útil quer do cadastro, quer da dimensão exata das parcelas». Depois, evoca «a obrigatoriedade da previsão da perequação para toda a área do plano de salvaguarda que, dada a sua dimensão, levanta diversas dificuldades, tendo em conta o grande número de proprietários da zona de intervenção, o facto de existirem zonas diferenciadas em função quer das densidades construtivas, quer das pré-existências» e termina com «a diversidade e maior complexidade inerente ao tratamento de áreas específicas do Plano, nomeadamente no que concerne à área classificada como Monumento Nacional e respetivas Áreas de Proteção, que requerem inovação na salvaguarda de património não-visível mas de grande sensibilidade patrimonial e arqueológica.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>A “boa notícia” é que nem tudo se perdeu. «Foram, no entanto, desenvolvidos os Relatórios de Caracterização do edificado, socioeconómico e arqueológico, bem como propostas preliminares e o tratamento do Desenho 2 Urbano em projetos específicos que visam o tratamento de espaços centrais destinados ao usufruto da população» e «o procedimento de elaboração esteve sempre em tramitação, ou seja, nunca esteve parado, ocorreram, para além dos trabalhos técnicos, reuniões setoriais de articulação com as entidades envolvidas, nomeadamente com a DRCC», lê-se na documentação levada ao conhecimento (para deliberação) do executivo camarário. Assim, como também a cartografia permanece válida, a Câmara pôde, então, na sua reunião de 12 de dezembro, “ressuscitar” com base na legislação em vigor o procedimento que estava caducado há mais de um ano e aprovar mais uma prorrogação, desta feita por 12 meses. Os vereadores do PS voltaram a abster-se.</p>
<p>Será que dezembro de 2025 ou os primeiros meses de 2026 irão trazer consigo a prenda de Natal mais desejada tanto pela população de São Jorge como pelos autarcas locais? Pegando em termos futebolísticos, o melhor mesmo é deixar os prognósticos para o fim do jogo&#8230;</p>
<p><b>Foto | Luís Vieira Cruz</b></p>
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		<title>Câmara já pode comprar campo da Fiandeira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isidro Bento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Dec 2024 09:07:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mira de Aire]]></category>
		<category><![CDATA[Autoridade Tributária]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Campo da Fiandeira]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[Fiandeira Mirense]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Social]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de longos anos de negociações com a Segurança Social e com a Autoridade Tributária, a Câmara de Porto de Mós vai poder adquirir os imóveis que correspondem ao antigo campo de futebol da empresa Fiandeira Mirense, em Mira de Aire. A “devolução” aos mirenses de um espaço que lhes diz muito, é ambição antiga [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de longos anos de negociações com a Segurança Social e com a Autoridade Tributária, a Câmara de Porto de Mós vai poder adquirir os imóveis que correspondem ao antigo campo de futebol da empresa Fiandeira Mirense, em Mira de Aire.</p>
<p>A “devolução” aos mirenses de um espaço que lhes diz muito, é ambição antiga da população local. Agora, com a aquisição do velho campo será dado o primeiro passo nesse sentido.</p>
<p>A Câmara que já tinha conseguido chegar a acordo com a Autoridade Tributária relativamente ao terreno na sua posse,<span class="Apple-converted-space">  </span>recebeu no inicio deste mês um <i>e-mail</i> do conselho diretivo do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social com a informação de que «foi feito um processo com proposta favorável de alienação de dois imóveis localizados na Rua 5 de Outubro». Assim, aquela entidade «aceita vender um dos imóveis por 17 580 euros e o outro por 95 000 euros», revelou o presidente da Câmara, Jorge Vala, na última reunião do executivo camarário.</p>
<p>O processo foi remetido ao secretário de Estado, que já o terá despachado<span class="Apple-converted-space">  </span>favoravelmente. Como a Câmara tem em orçamento o valor necessário, a intenção é avançar o mais rapidamente possível com a aquisição. «Se não pudermos fazer a escritura ainda este ano, faremos logo no início do outro mas, finalmente, temos um documento escrito a dizer que por 105 570 euros o campo da Fiandeira é nosso», afirmou o autarca.</p>
<p>Os primeiros contactos para a aquisição do espaço arrancaram com João Salgueiro enquanto presidente de Câmara, prosseguindo depois com Jorge Vala. A demora nas negociações terá tido, essencialmente, a ver com a divergência relativamente aos valores a pagar e que durante muito tempo foram considerados incomportáveis por parte dos responsáveis autárquicos. <span class="Apple-converted-space">                                                                                                                                                                                                                             </span></p>
<p>Indo ao encontro daquilo que tem sido pedido pela população local, o antigo campo deverá dar lugar a um espaço de lazer para usufruto dos mirenses e de quem visita Mira de Aire, tendo em 2019 sido apresentado um estudo prévio do mesmo.</p>
<p>Confirmada a disponibilidade da Segurança Social para alienação do imóvel pelo valor aceite pela Câmara, esta quer avançar agora para uma nova negociação, desta vez com vista à aquisição do edifício da Fiandeira Mirense adiantou o presidente da Câmara. «O objetivo, como era nosso compromisso, é instalar ali um espaço de <i>co-work </i>e, eventualmente, transformar uma parte da fábrica em habitação», explicou.</p>
<p><b>Um campo no coração dos mirenses</b></p>
<p>O campo da Fiandeira começou a ser construído em 1944 e a mão de obra saiu da própria fábrica. Foram os funcionários masculinos que ergueram o campo. A empresa cedeu, ainda, grande parte dos terrenos e suportou os custos. Concluída a obra, a União Recreativa Mirense passou a jogar ali e em 1958 o campo viveu o momento mais marcante ao acolher um jogo entre o Benfica e o Sporting na passagem dos 25 anos de Mira de Aire enquanto vila.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Em 1989, a vila inaugurou o novo estádio e o campo da Fiandeira perdeu muita da sua importância. Anos mais tarde, por dívidas da empresa à Segurança Social e ao Fisco passou para a posse do Estado.<span class="Apple-converted-space">  </span>Apesar deste final sem grande brilho nem por um minuto deixou de estar no coração dos mirenses que esperam agora que venha a ganhar uma nova vida para orgulho e benefício de todos.</p>
<p><b>Foto | DR</b></p>
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		<item>
		<title>Câmara aprova orçamento de 41 milhões de euros</title>
		<link>https://oportomosense.com/camara-aprova-orcamento-de-41-milhoes-de-euros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isidro Bento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2024 09:02:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia Municipal]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Secundária de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
		<category><![CDATA[Porto de Mós]]></category>
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					<description><![CDATA[Muito à “boleia” da obra de requalificação e ampliação da Escola Secundária da sede de concelho, a Câmara de Porto de Mós deverá contar no próximo ano com um orçamento superior a 41 milhões. A proposta apresentada na última reunião do executivo camarário foi aprovada, por maioria, com os votos contra dos três vereadores do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito à “boleia” da obra de requalificação e ampliação da Escola Secundária da sede de concelho, a Câmara de Porto de Mós deverá contar no próximo ano com um orçamento superior a 41 milhões. A proposta apresentada na última reunião do executivo camarário foi aprovada, por maioria, com os votos contra dos três vereadores do Partido Socialista. Falta agora a aprovação por parte da Assembleia Municipal, no entanto, os documentos previsionais (no qual o orçamento se inclui) deverão passar sem grande dificuldade uma vez que o partido que detém o poder na Câmara está também ali em maioria.</p>
<p>Em nota enviada ao nosso jornal, a Câmara explica que este orçamento prevê que dos 25 milhões de euros de receita correntes, «cerca de 16%, ou seja, mais de quatro milhões de euros» sejam transferidos para despesas de capital, portanto, para investimento. Por seu turno, a despesa corrente deverá aumentar cerca de 6,5% face ao ano anterior, em grande parte por conta «dos aumentos de vencimento dos trabalhadores, bem como da implementação do novo organograma do Município com a criação de cinco novos lugares de dirigentes» (sendo que, para já, apenas dois estão preenchidos).</p>
<p><b>Aposta forte na Educação e na Saúde</b></p>
<p>A “estrela” deste orçamento é, contudo, a obra de requalificação e ampliação da Escola Secundária de Porto de Mós, cujo valor ascende a 7,5 milhões de euros. A intervenção há muito reclamada é a grande responsável pelo «aumento de cerca de 40% em relação ao orçamento inicial do ano transato».<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Trata-se de «um investimento de dimensão invulgar para o Município de Porto de Mós e que totaliza cerca de 10 milhões de euros nos próximos dois anos, tendo financiamento total garantido pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)», é explicado na mesma nota.</p>
<p>Ainda na área da Educação está prevista a construção de um novo centro escolar no Juncal e intervenções em várias escolas do 1.º ciclo seguindo um plano de requalificação e modernização iniciado em 2018. A surpresa maior acaba por ser a requalificação da antiga escola do Tojal, que depois de ter fechado portas em 2017 irá agora reabrir, por indicação da Direção Geral dos Edifícios Escolares, «para dar resposta ao aumento dos alunos em pré-escolar e 1º ciclo».</p>
<p>Na área da Saúde, a Câmara prevê «investir 1,2 milhões de euros na requalificação do Centro de Saúde de Porto de Mós numa resposta às exigências dos profissionais de saúde para prestar melhor serviço à população».</p>
<p>Para 2025, a Câmara pretende criar um apoio ao arrendamento jovem e fazer «investimentos muito significativos em infraestruturas básicas como o reforço da rede de saneamento básico» em vários lugares e ruas das freguesias do Juncal, Alqueidão da Serra, Porto de Mós e Pedreiras. Quer também dar continuidade à requalificação de reservatórios de água, de equipamentos mecânicos e de telegestão.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>De acordo com a referida nota de imprensa, com a incorporação do saldo de gerência de 2024, que deverá rondar os 10 milhões de euros, no final de 2025 o orçamento agora aprovado «poderá atingir valores a rondar os 50 milhões de euros».</p>
<p>Em declaração de voto, o PS sublinha que “a apresentação e aprovação de um orçamento e documentos conexos[&#8230;] constituem uma clara definição de rumo e de assunção de compromissos para o ano seguinte ainda que algumas das ações que nos transportem para os anos seguintes”. Ora, os documentos, no seu entender, não demonstram “de forma clara e inequívoca as opções estratégicas para o ano 2025 e seguintes”, tendo sido apresentado “um documento que dá para tudo”.</p>
<p>“A quantidade de valores não definidos, cujo peso ultrapassa os 30% face aos orçamentados, além das inúmeras inscrições para os anos 2026-2029 apresentando um sem número de ‘rubricas abertas’, que mais não significam que a gestão da demonstração de vontades/necessidade dos diversos agentes políticos, dirigentes associativos e população do concelho, são demonstrativos da indefinição e rumo pretendidos para o nosso concelho”, acusa o PS.</p>
<p>“A aprovação do orçamento é constantemente alterada por sucessivas alterações das quais apenas se dá conhecimento ao executivo”, frisam afirmando ainda que “uma vez mais se inscreve uma enorme quantidade de atividades com verbas diminutas, atiradas para um prazo tão longo que já atingiu o limite do mandato do próximo executivo”.</p>
<p>No saneamento, “apenas se vislumbra um conjunto de intervenções pontuais e a conclusão do da EN8” dizem, denunciando, ainda, “o novo adiamento da 3.ª fase do saneamento de Mira de Aire” e “a ausência total de intenção ou referência de estender esta infraestrutura básica à zona serrana do concelho”.</p>
<p>Quanto ao abastecimento de água consideram “tratar-se de uma área fundamental a necessitar de urgente e assertiva intervenção”. Dizem ainda haver “ausência de projetos, para além de um claro subfinanciamento”.</p>
<p>Do rol de críticas consta «o abandono por completo” da Estratégia Local de Habitação, os “valores residuais” para a área dos resíduos sólidos e o ter sido “adiada a 2.ª fase da Área de Localização Empresarial [ALE] de Porto de Mós”.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Os vereadores dizem não ser contra “nenhuma das ações previstas” e que o que pretendiam “é que houvesse uma definição clara de prioridades e que fossem transpostas para este tão importante documento demonstrando bem o caminho pretendido”. Apesar de se mostrarem preocupados com “o adiamento da execução de infraestruturas da ALE de Mira de Aire”, consideram “muito positiva a proposta de execução do projeto e a aquisição de terrenos no próximo ano”. No caso do Campo da Fiandeira afirmam que “existem ações, sempre nomeadas mas nunca concretizadas”, contudo saúdam “a inscrição da aquisição do espaço físico”.</p>
<p><b>Foto | Luís Vieira Cruz</b></p>
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		<title>Porto de Mós espera ter 10 eco-freguesias no próximo ano</title>
		<link>https://oportomosense.com/porto-de-mos-espera-ter-10-eco-freguesias-no-proximo-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[O Portomosense]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 08:16:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Eco Freguesias]]></category>
		<category><![CDATA[Eco-Freguesias XXI]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Amaral]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[Junta de Freguesia de Serro Ventoso]]></category>
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					<description><![CDATA[Todas as freguesias de Porto de Mós encontram-se a preparar uma candidatura conjunta ao projeto Eco-Freguesias XXI, que é organizado pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação e que atribui uma bandeira verde às freguesias que apresentam trabalho desenvolvido no âmbito das diferentes dimensões da sustentabilidade. Conforme explicado no portal deste projeto, a iniciativa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todas as freguesias de Porto de Mós encontram-se a preparar uma candidatura conjunta ao projeto Eco-Freguesias XXI, que é organizado pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação e que atribui uma bandeira verde às freguesias que apresentam trabalho desenvolvido no âmbito das diferentes dimensões da sustentabilidade. Conforme explicado no portal deste projeto, a iniciativa passa por implementar «à escala local» o desenvolvimento sustentável, envolvendo os «cidadãos em geral e os dirigentes das juntas de freguesias» na construção de uma «sustentabilidade participada». <span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Na última edição do Eco-Freguesias XXI, que decorreu em 2023, a Junta de Freguesia de Serro Ventoso foi a única no concelho a candidatar-se e a garantir a bandeira verde. O presidente da freguesia, Carlos Cordeiro, defende a importância deste projeto por assumir que o mesmo «obriga a pensar um bocado mais no ambiente» e leva as pessoas a cumprir «certas regras».<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>A&#8217;o Portomosense, o vice-presidente da Câmara de Porto de Mós e vereador do Ambiente, Eduardo Amaral, manifestou o objetivo de ver todo o concelho sob a bandeira verde. Para tal, entendeu a Câmara assegurar o valor da inscrição e de todos os custos inerentes à candidatura.</p>
<p>No campo da sustentabilidade entra também a associação Vertigem, que segundo o autarca foi convidada a apoiar as freguesias sob a forma de um «contributo de apoio para uma melhor fundamentação da candidatura». O presidente da associação, Rui Cordeiro, que também assume o cargo de consultor nesta fase do projeto, explica que tem vindo a promover «algumas reuniões» com as juntas, fornecendo «notas e algumas indicações», para além de ter preparado um «plano de estratégia operacional».<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>A candidatura deve ser submetida até ao final de janeiro de 2025, sendo que os resultados finais, depois da avaliação de um júri que faz parte da Comissão Nacional do Eco-Freguesias XXI, serão divulgados em junho do próximo ano.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p><strong>Foto | DR</strong></p>
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			</item>
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		<title>Festival Viver, o evento onde se afirma “a coesão territorial e social do concelho”</title>
		<link>https://oportomosense.com/festival-viver-o-evento-onde-se-afirma-a-coesao-territorial-e-social-do-concelho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2024 08:04:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Calvaria de Cima]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Ecoparque Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Viver]]></category>
		<category><![CDATA[Freguesias]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Vala]]></category>
		<category><![CDATA[Porto de Mós]]></category>
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					<description><![CDATA[De 13 a 15 de setembro, a freguesia da Calvaria de Cima vai “viver”, que é como quem diz, vai receber o Festival Viver, o evento itinerante que desde 2018, sempre por esta altura, tem passado pelas várias freguesias do concelho. «Este é, sem dúvida nenhuma, um festival que afirma a coesão territorial e social [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De 13 a 15 de setembro, a freguesia da Calvaria de Cima vai “viver”, que é como quem diz, vai receber o Festival Viver, o evento itinerante que desde 2018, sempre por esta altura, tem passado pelas várias freguesias do concelho. «Este é, sem dúvida nenhuma, um festival que afirma a coesão territorial e social do nosso concelho», frisa o presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala, em declarações a O Portomosense.</p>
<p>Além do habitual para este tipo de eventos (gastronomia, artesanato e exposições) estão agendadas diversas atividades, entre <i>workshops</i>, sessões e palestras, numa programação bastante diversificada, onde se inclui a <i>Neon Run</i>, o espetáculo de Herman José e a passagem do camião do programa <i>Domingão</i>, da SIC. Para Jorge Vala, este é um festival que se destaca por ser ecoevento e porque «promove a igualdade e a não-discriminação»: «É um festival de agregação, em que juntamos o movimento associativo, as IPSS e fazemos, aquilo que para nós é o mais importante neste festival: o reconhecimento de mérito aos melhores alunos (de todos os anos) do concelho e também aos melhores atletas», afirma o autarca, referindo-se à Gala da Educação e Desporto, agendada para sexta-feira, às 21 horas.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>À semelhança do que aconteceu em edições anteriores, também este ano o Município irá disponibilizar durante os três dias de festival um circuito de autocarros gratuito (cujos horários e percursos poderá verificar no <i>site </i>da autarquia), promovendo, assim, a mobilidade. «Tem alguma adesão, sobretudo, para as pessoas que se querem deslocar de forma gratuita, que querem estar despreocupadas e que aceitam de bom grado os horários que são oferecidos pelo Município».<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>O Festival Viver vai decorrer no Ecoparque verde da freguesia, o projeto vencedor do OP 2023 que ainda está por concluir, um facto que nem por isso levou o executivo a optar por outro local. Aliás, embora reconheça que o projeto ainda não está concluído, o autarca garante que este local «reúne condições para poder receber o festival» e que encara este evento como «uma oportunidade para antecipar aquilo que será o Ecoparque da Calvaria» depois de concluído. «Achamos importante que as pessoas comecem a conviver com o espaço único, diferenciador, e mais que merecido para aquela freguesia que tem visto aumentar a sua população», considera, justificando a escolha do local. «O que não está concluído é o quiosque, a casa e os WC. Essa parte já está construída, só não tem os acabamentos mas o Parque Verde está praticamente concluído», acrescenta.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>A freguesia que irá acolher o festival no próximo ano ainda é uma incógnita, para já o presidente da Câmara não tem dúvidas de que os próximos dias serão de animação naquele que acredita que será «um fim de semana rico».<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p><b>Foto | Luís Vieira Cruz</b></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“A Batalha de Aljubarrota foi um dos momentos mais marcantes da história de Portugal”</title>
		<link>https://oportomosense.com/a-batalha-de-aljubarrota-foi-um-dos-momentos-mais-marcantes-da-historia-de-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luís Vieira Cruz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Aug 2024 10:44:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[639.º aniversário da Batalha de Aljubarrota]]></category>
		<category><![CDATA[Batalha de Aljubarrota]]></category>
		<category><![CDATA[Calvaria de Cima]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Campo Militar de São Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Capela de São Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Estrada Real]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação da Batalha de Aljubarrota]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Vala]]></category>
		<category><![CDATA[ministro da defesa]]></category>
		<category><![CDATA[Mosteiro de Santa Maria da Vitória]]></category>
		<category><![CDATA[nuno melo]]></category>
		<category><![CDATA[Porto de Mós]]></category>
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					<description><![CDATA[A importância da preservação da história, da memória, das gentes e dos lugares que estão intimamente ligados aos momentos em que a liberdade de Portugal enquanto estado-nação foi colocada à prova ficou bem patente nos discursos proferidos no dia em que se celebrou no Campo Militar de São Jorge (Calvaria de Cima) o 639.º aniversário [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A importância da preservação da história, da memória, das gentes e dos lugares que estão intimamente ligados aos momentos em que a liberdade de Portugal enquanto estado-nação foi colocada à prova ficou bem patente nos discursos proferidos no dia em que se celebrou no Campo Militar de São Jorge (Calvaria de Cima) o <a href="https://oportomosense.com/639-o-aniversario-da-batalha-de-aljubarrota-foi-esta-quarta-feira-celebrado-em-sao-jorge/">639.º aniversário da Batalha de Aljubarrota</a>.</p>
<p>As comemorações arrancaram com uma missa campal junto ao monumento evocativo a D. Nuno Álvares Pereira. Uma imponente parada de militares, em sentido e sob uma salva de artilharia, recebeu a seguir o ministro da Defesa, Nuno Melo, convidado a presidir às comemorações. Minutos depois houve o já tradicional momento de deposição de coroas de flores junto à imagem de D. Nuno Álvares Pereira, no qual participaram o presidente da Câmara Municipal, Jorge Vala, o presidente da Fundação da Batalha de Aljubarrota, António Ramalho, o vice-Chefe do Estado Maior do Exército, Tenente-General Maia Pereira, e o ministro da Defesa, Nuno Melo.</p>
<p>Antecedendo a leitura da prece por parte do Capelão Tenente-Coronel Luís Morouço, foram ouvidos três toques: o de sentido à unidade, o de silêncio e o de homenagem aos combatentes que tombaram ao serviço da nação portuguesa. Após a também breve alocução sobre a Batalha, proferida por Américo Henriques, Coronel de Infantaria Comando na reforma, intervieram as várias entidades.</p>
<p><strong>“A ignorância é a pior inimiga da História”</strong></p>
<p>O ministro da Defesa iniciou o seu discurso com uma alusão a um recente episódio que envolveu o Padrão de São Lázaro, em Guimarães: «Este ato de vandalismo ajuda-nos a perceber a importância primordial destas comemorações, que têm que ser repetidas geração após geração. Se o que aqui celebramos recorda aqueles que recusaram vergar-se, morrendo por Portugal, também traduz a obrigação que temos de transmitir o exemplo do seu legado, que deve ser perpétuo», frisou.</p>
<p>Considerando «a ignorância a pior inimiga da História e da essência de uma nação», Nuno Melo vincou também a necessidade de se explicar às novas gerações que a vitória que ocorreu «neste chão sagrado foi um dos acontecimentos mais marcantes da história de Portugal». «Aljubarrota traduziu a derrota definitiva dos castelhanos, o fim de uma crise dinástica, a afirmação de D. João I, Mestre de Avis, como rei de Portugal, e marcou também um tempo glorioso da história nacional, os Descobrimentos», recordou.</p>
<p>Não alheio ao facto de discursar diante de várias centenas de militares, Nuno Melo aproveitou para a eles se dirigir, dizendo que tanto o contingente no ativo como aquele que já serviu o país se encontram no topo das suas prioridades: «Somos legatários de um passado que temos que honrar e é por causa disso que decidimos pelo aumento de salários com suplementos, que são históricos para os militares do presente, e novos apoios na saúde para os antigos combatentes», vincou.</p>
<p><strong>Um campo militar com características singulares</strong></p>
<p>Depois de uma breve resenha histórica, o presidente da Câmara de Porto de Mós centrou a sua atenção no presente e no futuro do Campo Militar e da população de São Jorge. Descartando levar para “cima da mesa” as «batalhas políticas» que o século XXI viu serem travadas sobre aquele lugar, Jorge Vala aproveitou para destacar as características únicas do espaço que a 14 de agosto de 1385 virou um sangrento campo de batalha. «Trata-se de um dos raros campos de batalha medievais cuja localização é conhecida com bastante rigor. É pois nosso dever salvaguardar este lugar, dignificar o seu caráter identitário, justificativo da sua classificação como monumento nacional», referiu. E precisamente por constatar que esta batalha medieval não deixou marcas profundas na paisagem, disse entender que «olhares menos experimentados perguntem o que há a salvaguardar». Para esta questão, antecipou de pronto a resposta: «É um legado diverso, feito de ciência, cultura, simbolismo, território, imaterialidade, economia e de gentes. Do povo». Para o líder autárquico, o valor do conhecimento científico poderá esconder-se «em algumas zonas deste subsolo que nada mostra», mas que «tem que ser salvaguardado para que o mito e o desconhecido cedam lugar ao conhecimento histórico».</p>
<p><strong>Município promete não falhar com a Capela</strong></p>
<p>Referindo-se depois à Capela de São Jorge, monumento nacional que há pouco passou para a égide do Município, Jorge Vala garantiu que não falhará «na missão de restaurá-la e de integrá-la num circuito dinâmico de mediação cultural». Na mesma onda, abordou o futuro da antiga Estrada Real: «Este eixo explica igualmente a história deste lugar e nele queremos inscrever valores rememorativos e de qualidade urbana para toda a comunidade. Valores que solidarizem o passado, o presente e um futuro que se deseja venturoso».</p>
<p><strong>Pedem-se metas para “desbloquear” São Jorge</strong></p>
<p>Consciente dos valores económicos, culturais e sociais inerentes a este território, o responsável autárquico defendeu que «uma estratégia de valorização que conjugue todos estes fatores só pode beneficiar os fundamentos da classificação, a recuperação da paisagem histórica e a qualidade de vida de quem nela vive», porque, salienta, «São Jorge também é feito de gente». Enquanto não se quebrar «o limbo em que o património e a comunidade se encontram» por falta de «instrumentos eficazes de valorização do monumento e sem perspetivas de desenvolvimento coerente para a localidade», o futuro de ambos é posto em causa. Por esse motivo, Vala afirmou que «é preciso que o Estado assuma de forma inequívoca que modelo pretende para o património, que o discuta e que o afira com as autarquias e com a comunidade, com a Fundação da Batalha de Aljubarrota e que se comprometa em estabelecer metas concretas».</p>
<p><strong>Uma batalha que mudou o mundo</strong></p>
<p>Além de ministro da Defesa e presidente da Câmara, subiu ao palanque, na qualidade de anfitrião, o presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota. As suas palavras foram maioritariamente evocativas do feito dos comandados por D. Nuno Álvares Pereira, que se agigantaram contra a armada castelhana. Recuperando detalhadamente o dia do combate, o responsável destacou que a Batalha «foi um elemento decisivo para a nossa nacionalidade». «A contenta entre países vizinhos durou uma hora, mas que hora durou», exclamou. Tivesse o resultado sido diferente, Portugal seria possivelmente uma simples autonomia ibérica, segundo Ramalho.</p>
<p>«O mundo mudou naquela hora. Por isso, numa época em que alguns procuram reservar discussões sobre o passado à luz de conceitos da moda e que se dedicam a contabilizar indemnizações entre países, continentes e culturas, nós, na Fundação, seguindo o espírito do nosso fundador, António Champalimaud, e do nosso primeiro presidente, Alexandre Patrício Gouveia, queremos não só mostrar Aljubarrota a cada português, mas ao mundo».</p>
<p>Após o período de discursos, a celebração do aniversário continuou com a recriação histórica da Batalha de Aljubarrota, cuja organização esteve sob a alçada da Companhia Livre. A comitiva visitou de seguida o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, onde também almoçou, e seguiu, de tarde, para o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, onde visitou Túmulo de D. João I e tomou parte nos restantes atos evocativos com que habitualmente terminam as comemorações conjuntas entre Porto de Mós, Batalha e Fundação Batalha de Aljubarrota.</p>
<p><iframe style="border: none; overflow: hidden;" src="https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fjornal.oportomosense%2Fposts%2F928943629247396&amp;show_text=true&amp;width=500" width="500" height="652" frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><strong>Fotos | Luís Vieira Cruz</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Câmara de Porto de Mós aprova apoio para CASSAC adquirir viatura elétrica</title>
		<link>https://oportomosense.com/camara-de-porto-de-mos-aprova-apoio-para-cassac-adquirir-viatura-eletrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Moás de Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Apr 2023 07:50:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Apoio Social Serra D'Aire e Candeeiros (CASSAC)]]></category>
		<category><![CDATA[IPSS]]></category>
		<category><![CDATA[Protocolo]]></category>
		<category><![CDATA[Viatura elétrica]]></category>
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					<description><![CDATA[De 5 para 7 mil, foi esta a subida anunciada e aprovada na última reunião de Câmara de Porto de Mós no apoio do Município às IPSS do concelho para a aquisição de uma viatura elétrica. «Tendo em conta o significativo aumento das viaturas, decidimos reforçar o apoio, agora vem aqui o apoio ao Centro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De 5 para 7 mil, foi esta a subida anunciada e aprovada na última reunião de Câmara de Porto de Mós no apoio do Município às IPSS do concelho para a aquisição de uma viatura elétrica. «Tendo em conta o significativo aumento das viaturas, decidimos reforçar o apoio, agora vem aqui o apoio ao Centro de Apoio Social Serra D’Aire e Candeeiros (CASSAC), mas depois virá também às restantes IPSS», explicou o presidente da Câmara, Jorge Vala. No ano passado, cinco IPSS do concelho assinaram um protocolo com a Segurança Social para a candidatura <em>Mobilidade Verde, Carros Elétricos para IPSS com serviço de apoio domiciliário a idosos</em>. Entre as associações estão, além do CASSAC, o Solar do Povo do Juncal, a Associação de Amparo Familiar de Mira de Aire, a Associação de Bem-Estar da Cruz da Légua e a Casa do Povo do Alqueidão da Serra que receberam um apoio de 25 mil euros para a aquisição de uma viatura elétrica. Na altura o Município comprometeu-se a atribuir um valor para suplantar a diferença face ao valor final da viatura, que agora cresceu.</p>
<p><strong>Foto | DR</strong></p>
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		<title>Autarcas mulheres visitam fábrica só de mulheres</title>
		<link>https://oportomosense.com/autarcas-mulheres-visitam-fabrica-so-de-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Moás de Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 08:21:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia Municipal (AM) de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Empresária]]></category>
		<category><![CDATA[Fábrica]]></category>
		<category><![CDATA[Liderança]]></category>
		<category><![CDATA[MB Ceramics]]></category>
		<category><![CDATA[Patroa]]></category>
		<category><![CDATA[Visita]]></category>
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					<description><![CDATA[No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, duas mulheres autarcas visitaram uma fábrica (a MB Ceramics) onde cerca de 20 mulheres trabalham (e nenhum homem) e que é também liderada por uma mulher. Esta foi a forma de a presidente da Assembleia Municipal (AM) de Porto de Mós, Clarisse Louro, e a vereadora da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, duas mulheres autarcas visitaram uma fábrica (a MB Ceramics) onde cerca de 20 mulheres trabalham (e nenhum homem) e que é também liderada por uma mulher. Esta foi a forma de a presidente da Assembleia Municipal (AM) de Porto de Mós, Clarisse Louro, e a vereadora da Câmara de Porto de Mós, Telma Cruz, homenagearem as mulheres neste dia, entregando uma gerbera a cada mulher e almoçando depois com as funcionárias. «É muito importante ainda celebrarmos este dia, obviamente que há muitas vozes contrárias, que perguntam “porquê comemorar?”, é importante comemorar porque ainda há muitas desigualdades entre o homem e a mulher, há muita discriminação, os salários das mulheres ainda são mais baixos que os dos homens em Portugal; porque há a violência doméstica e a violência no seio da família, também há homens vítimas de violência, mas o último estudo que saiu diz que continuam a ser as mulheres as mais violentadas», sublinhou a presidente da AM. Clarisse Louro fez questão de evidenciar um número preocupante: «No ano de 2022, morreram 28 mulheres no seio da sua relação, portanto, a mulher, infelizmente, ainda não atingiu aquilo que queremos que atinja», afirmou.</p>
<p>Na opinião da autarca, «o passado histórico que as mulheres têm em cima delas» é um dos motivos para que a mudança seja mais lenta. «Um passado de uma vivência de um homem muito machista, muito entrosado ainda na nossa sociedade», refletiu. Apesar de considerar que há mulheres que já não se sentem em desigualdade perante os homens, Clarisse Louro acredita que é importante continuar a luta por todas «as que ainda viverem estas situações». A autarca acredita ainda que é importante que as mulheres se façam «valer dos seus direitos e que exijam respeito»: «Que as pessoas percebam a importância da mulher, mais ninguém vai ter filhos, é através de nós que a humanidade se desenvolve e é também na maternidade que temos os maiores problemas a nível do emprego», alerta. «A mulher é o cuidar de todos, é o cuidar da família, um local onde haja mulheres há mais humanidade, nós somos mais emotivas e ainda bem que somos, temos uma relação diferente e realmente cuidamos do mundo de uma maneira importante», sublinha Clarisse Louro. Por isso, recomenda: «Nunca deixem ninguém faltar-vos ao respeito quer seja um homem, namorado, marido, patrão, seja quem for».</p>
<p>Telma Cruz foi ao encontro do testemunho da presidente da AM: «As palavras dela retrataram o que já temos e o que ainda temos que conquistar e não podemos desistir. Temos que ir conquistando, dia após dia, o nosso papel na sociedade». «Vocês são um grande exemplo porque trabalham aqui, quando chegam a casa também têm outras tarefas a desempenhar, umas mães, outras filhas, mas temos todas um papel a desempenhar para além do nosso trabalho profissional», releva. A vereadora salientou que no Dia da Mulher foram assinaladas várias iniciativas no concelho, «um Dia da Mulher em grande». «Uma palavra à senhora presidente da AM, ela foi a primeira mulher presidente da AM em Porto de Mós e representa-nos muito bem», realçou Telma Cruz. A autarca deixou ainda «uma palavra de gratidão» a Rita Belo, proprietária da empresa: «Recebe-nos sempre muito bem e representa o papel da mulher empresária», concluiu.</p>
<p><strong>Ser empresári(A) num mundo masculino</strong></p>
<p>Rita Belo é empresária, num mundo em que raramente dizemos esta palavra no feminino. Além disso, tem apenas mulheres à sua liderança. «Este setor, por si só, já tem tendência a ter muito mais mulheres do que homens e começou por ter só mulheres e foi continuando até que hoje somos quase 20, agora se colocar um homem, acho que elas até iam ficar um bocadinho sem jeito», brinca. Apesar disso, Rita Belo garante que isto «não é nenhuma bandeira» e que no futuro poderá vir a contratar homens.</p>
<p>Quanto a ser mulher num mundo, ainda, dominado por homens, a proprietária admite que é ainda «um pouco ingrato». «Ainda veem o papel da mulher como secundário, como não ser tão capaz, há muitas melhorias, mas poderá haver mais», frisa. Já teve situações em que lhe pediram “para falar com o patrão”, quando a patroa é ela mesmo, mas essa hipótese não era colocada. «No entanto, como 99% do nosso trabalho é para exportação, no estrangeiro valorizam o facto de ser uma fábrica “comandada” por uma mulher e o facto de sermos mesmo só mulheres, é muito reconhecido, principalmente nos Estados Unidos da América, eles reconhecem e gostam de salientar isso», conta.</p>
<p>Quanto às dificuldades no caminho empresarial, vieram não só por ser mulher, mas também por ser jovem (tem atualmente 40 anos). «O trato é diferente por ser mulher, mas também por ser nova, sinto que há alguma insegurança nas pessoas, mas com o decorrer do nosso trabalho, foi-se perdendo», conclui.</p>
<p><strong>Foto | Jéssica Moás de Sá</strong></p>
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