Tal como acontece com a chegada dos novos anos, também na entrada de 2020 se desejava que fosse um ano bom, e tudo apontava para isso, apesar de ser um ano bissexto o que, para muitos não augura nada de bom.
Se analisarmos o início do ano, verifica-se que tudo iria correr bem, pelo menos eram essas as mostras.
Mas, eis que aparece a malfadada pandemia do novo Coronavírus, a COVID-19, que estragou o que se previa ser uma ano assim-assim.

Começou por meter toda a gente em casa, fechar estabelecimentos, encerrar escolas e colocar as empresas a funcionar a meio gás. Ele foi o teletrabalho, as aulas em casa sem preparação para tal, o renovar a telescola, com o pomposo nome de “Ensino em Casa”, enfim foi uma mudança radical, de que ninguém estava à espera nem sequer preparado.
Apesar de todos os confinamentos, com o encerramento de fronteiras concelhias pela Páscoa, a coisa correu aparentemente bem, com muitos infetados e mortos, mas também muitos recuperados e, isso deu alento aos responsáveis para que alargassem a corda mais um pouco durante o Verão. Assim aconteceu. E a coisa correu mais ou menos bem.
Terminou o Verão e, com a abertura, eis que as coisas complicam-se e os números de mortos e infetados começaram a subir e, atualmente, atingem números nunca esperados. Há que voltar aos encerramentos, com manifestações e protestos à mistura, e os números sobem. Anunciam-se medidas restritivas para a época natalícia e de ano novo, embora com muitas críticas à mistura.

Entretanto os agricultores queixam-se de que houve pouquíssima fruta, o azeite foi muito menos, tal como aconteceu com o vinho. Os empresários queixam-se de as exportações diminuíram e, uma grande parte das empresas está num sufoco. Valem os benefícios determinados pelo Governo, de adiar os pagamentos de algumas prestações, no entanto terão de ser pagas, sabe-se lá como.

Na Assembleia da República discute-se o orçamento de Estado que, como tem acontecido sempre, é objecto de negociações que muitas das vezes não levam a parte nenhuma. Discute-se e chumba-se o financiamento ao Novo Banco, mas logo aparece um outro financiamento que também vai sobrar para o comum do cidadão, o da TAP.

Por cá, sem se realizarem as festas, nos primeiros meses alguns casos de vírus, contudo, nos últimos meses, tudo se alterou para pior pois o número de infetados aumentou, tal como o de mortes, o que é de lamentar.
Com tudo isto, resta-nos a esperança de que o ano de 2021, que não é bissexto, seja um pouco melhor do que 2020. Um pouco melhor para não sairmos enganados.

Boas festas de Natal e Ano Novo, na medida do possível e com cuidado para não descambar no início de 2021.