Proteção solar: os erros que continuamos a cometer

29 Julho 2026

Com a chegada do verão, aumenta a vontade de aproveitar os dias de sol, seja na praia, na piscina ou simplesmente em atividades ao ar livre. Felizmente, a maioria das pessoas já está consciente da importância do protetor solar. No entanto, continuam a existir alguns erros frequentes que podem comprometer a sua eficácia e colocar em risco a saúde da pele.

Um dos erros mais comuns é aplicar uma quantidade insuficiente de protetor solar. Para que o fator de proteção indicado na embalagem seja efetivamente alcançado, é necessário aplicar uma camada generosa. Na prática, a maioria das pessoas utiliza apenas metade da quantidade recomendada, reduzindo significativamente a proteção.

Outro erro frequente é aplicar o protetor apenas quando se chega à praia ou à piscina. Idealmente, deve ser aplicado cerca de 20 a 30 minutos antes da exposição solar, permitindo que o produto seja corretamente absorvido pela pele.

Reaplicação é igualmente importante. Muitas pessoas aplicam o protetor uma única vez e acreditam estar protegidas durante todo o dia. No entanto, o protetor solar deve ser reaplicado de duas em duas horas e sempre após nadar, transpirar, secar a pele com a toalha, mesmo quando o produto é resistente à água.

Também é comum pensar que um fator de proteção muito elevado permite permanecer mais tempo ao sol sem riscos. Embora um FPS50 ofereça uma proteção superior a um FPS30, nenhum protetor bloqueia 100% da radiação ultravioleta. Por isso, o uso de protetor solar não deve ser visto como uma autorização para prolongar a exposição solar, sobretudo entre as 11 e as 17h.

Outro mito persistente é o de que em dias nublados não existe perigo. Na realidade, uma parte significativa da radiação ultravioleta atravessa as nuvens e continua a atingir a pele. O mesmo acontece durante caminhadas, atividades desportivas ao ar livre ou mesmo enquanto conduzimos.

Não podemos esquecer zonas frequentemente negligenciadas, como as orelhas, o pescoço, os lábios, o dorso das mãos e os pés. São áreas particularmente expostas e onde surgem frequentemente lesões causadas pelo sol.

Nas crianças, os cuidados devem ser redobrados. Os bebés com menos de seis meses não devem ser expostos diretamente ao sol. Nas crianças mais velhas, além do protetor solar adequado, é essencial recorrer a chapéu, roupa leve e sombra sempre que possível.

Mais do que uma questão estética, a proteção solar é um investimento na sua saúde: prevenimos queimaduras, reduzimos o envelhecimento da pele e diminuímos o risco de cancro cutâneo.

Aproveitar o verão e o sol faz parte da nossa qualidade de vida. Mas fazê-lo de forma segura continua a ser a melhor escolha.