Desconhecem-se os motivos que levaram a que a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Porto de Mós, fosse criada na freguesia das Pedreiras, no dia 12 de Agosto de 1927, onde ficou sedeada, como consta da Acta n.º 1, da sua constituição: teve a sua sede “no lugar das Pedreiras, sede da freguesia do mesmo nome”.
A sessão teve lugar “na sala de sessões da Junta de Freguesia das Pedreiras”, em que estiveram presentes vários cidadãos, a saber: “José Maria Valada, José Baptista Antunes, José Miguel Alves, João da Silva Menezes, Bacharel Augusto Faustino dos Santos Crespo, António Faustino dos Santos Crespo, Artur Faustino dos Santos Crespo, Armando Fautino dos Santos Crespo, Ernesto Dias Coelho, Bento José Maria da Costa, Américo Faustino dos Santos Crespo, Padre Manuel Carreira Poças, Padre Francisco Carreira Poças, todos agricultores e residentes em Porto de Mós, Ezequiel Gomes, agricultor, do Reguengo do Fetal e Joaquim Pereira, agricultor deste lugar das Pedreiras…”.
De acordo com o documento referido, “assumiu a presidência, Bento José Maria da Costa, o mais velho dos presentes”, secretariado pelo “cidadão Américo Faustino dos Santos Crespo, de todos o mais novo”.
O documento em causa refere ainda que a criação da Caixa foi “aprovada por unanimidade”, procedendo-se de seguida “à elaboração dos respectivos estatutos na presença de Joaquim Elias Laúdo, professor primário oficial da escola desta freguesia, cuja comparência fora previamente solicitada, lavrando-se o respectivo título em duplicado, que o referido funcionário autenticou nos termos legais, e que será enviado à Direcção Geral da Caixa Geral do Crédito Agrícola para competente aprovação”.
Mas, passados quatro dias, a 16 de Agosto de 1927, a sede da Caixa Agrícola de Porto de Mós transferiu-se para a vila sede de concelho, ficando provisoriamente no escritório do notário da comarca, Dr. Augusto Faustino dos Santos Crespo, como consta da Acta n.º 2, que afirma que no mesmo local [sede da Junta das Pedreiras] se reuniram “os cidadãos constituintes” com a finalidade de se discutir “a conveniência de ser transferida para a vila de Porto de Mós, a sede da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo…”, em que daria “maior desenvolvimento às suas operações, e consequentemente, concorreria para benefício geral da agricultura, na área da sua circunscrição”.
Mais uma vez foi solicitada a presença do professor Joaquim Elias Laúdo, tendo-se lavrado termo de alteração do “artigo segundo dos estatutos (…) termo este que o referido funcionário autenticou de forma legal”.
Fonte:
-“Pequena Monografia das Pedreiras, contributos para uma história”, 2007.


